O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026 04:54

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  • Giro Policial: caminhão-baú pega fogo no Centro de Surubim e ex-presidiário sofre tentativa de homicídio

    Corpo de Bombeiros foi acionado mas não conseguiu evitar a perda total da mercadoria (Foto: Lulu/Surubim News)

    Nas últimas 24h as notícias policiais de destaque em Surubim foram uma tentativa de homicídio e um incêndio em um caminhão-baú. A tentativa de assassinato aconteceu na noite desta terça-feira (17) no Conjunto Residencial José de Souza Barbosa, na Chã do Marinheiro e teve como vítima Joedson Belarmino da Silva, de 32 anos.

    Ele foi atingido com três disparos de arma de fogo na cabeça e socorrido para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro do Coqueiro. Após receber os primeiros socorros, Joedson foi intubado e transferido em estado grave para o Hospital da Restauração, no Recife. Segundo a Polícia Militar, ele é ex-presidiário e estava na casa de uma mulher com quem tem um relacionamento amoroso. A autoria e motivação do crime até agora são desconhecidas.

    Já na manhã desta quarta-feira (18), um caminhão-baú que estava estacionado na Rua Antônio Emiliano de Farias, no Centro da cidade, pegou fogo. O compartimento de carga do veículo armazenava colchões e bobinas de espuma, material altamente inflamável. O Corpo de Bombeiros foi acionado pela Secretaria de Defesa Social mas não conseguiu evitar a perda total da mercadoria. Ninguém se feriu.

    Não é a primeira vez que situação como essa ocorre no Centro da cidade. Em 12 de fevereiro de 2015, um caminhão-baú, carregado de colchões, também pegou fogo ao colidir com a rede elétrica na Rua Euclides Mota. O motorista, quando percebeu o início do incêndio, mesmo arriscando a própria vida, conseguiu levar o veículo até um terreno próximo ao Parque de Exposições de Animais, para evitar danos maiores na rua onde o fogo começou, local de grande movimentação de pessoas e veículos. Como na ocorrência de hoje a carga foi completamente perdida.

  • História do Brasil no Correio do Agreste – A Confederação do Equador

    Certamente o único episódio que insere o município de Surubim na História do Brasil é a passagem de Frei Caneca e das tropas da Confederação do Equador pelas margens do Capibaribe há 200 anos.

    O historiador Fernando Guerra publicará neste Correio do Agreste seu trabalho sob o título “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”.

    A relevância desse momento não foi devidamente entendida pelo setor educacional do município quando o autor sugeriu uma ampla divulgação nas escolas locais. Diante disso e acreditando que o assunto é do interesse de todos, este jornal decidiu desempenhar o papel que caberia ao poder público. Levará aos seus leitores, em forma de diário, a dramática passagem por Surubim e por outros municípios do Agreste das tropas confederadas quando seguiram para o Ceará de onde Frei Caneca voltou preso para ser arcabuzado em Recife. Começamos hoje nossa série. Acompanhe!

    A Confederação do Equador -2

    Fernando F. Guerra

    Bandeira da Confederação do Equador com as predominâncias das cores azul e amarelo, de autoria desconhecida, onde ressaltam as representações da cana de açúcar e do algodão principais produtos econômicos de Pernambuco na época. Ao centro, a cruz remete ao forte sentido cristão do movimento. Os dizeres Religião, Independência, União, Liberdade, traduzem a essência do pensamento norteador confederado. Encimado no quadrilátero amarelo, em destaque, a mão com o “olho que tudo vê” sinaliza para a presença maçônica numa das mais emblemáticas revoluções pernambucanas. Em 2006 a bandeira da Confederação do Equador foi adotada como insígnia oficial do Governador do Ceará. (Foto: Reprodução/ Felipe Fidelis Tobias)

    Introdução

    Parte deste trabalho, são transcrições do ITINERÁRIO QUE FEZ O FREI DO AMOR DIVINO CANECA, SAINDO DE PERNAMBUCO A 10 DE SETEMBRO DE 1824 PARA A PROVÍNCIA DO CEARÁ GRANDE. Trata-se de um diário de campanha escrito pelo Mártir pernambucano com relatos minuciosos da fuga empreendida pelas tropas republicanas. Nossa abordagem principal diz respeito ao momento em que os confederados transformaram o Agreste Setentrional de Pernambuco no cenário de um dos mais dramáticos episódios da História do Brasil.

     Resumo

    No ano de 1824 reacendeu o espírito libertário de Pernambuco e na província teve início um confronto com o poder imperial que resultou na CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR, movimento constitucionalista e republicano.

    Como antecedentes, registra-se que no dia 12 de novembro de 1823, a Assembleia Constituinte que se reunia no Rio de Janeiro para dotar o país de uma Constituição fora destituída por decreto imperial, sob ameaça de tropas militares e dissolvida, tendo os deputados pernambucanos, ao retornarem à província, feito um Manifesto denunciando o golpe de estado.

    Abalada pela drástica medida a junta que governava Pernambuco, no dia 13 de dezembro num Conselho que convocara, pediu que aceitassem sua demissão, tendo sido eleito naquele momento, como seu presidente, Manoel de Carvalho Paes de Andrade que servia de intendente da Marinha.

    Em seguida, chegaram notícias da capital do Império dando conta que o imperador que passara a comandar o Brasil de forma absolutista, afastava o governador Manoel de Carvalho Paes de Andrade do governo provincial nomeando em seu lugar Francisco Paes Barreto. Este, considerado como inapto para governar e repudiado pelos pernambucanos.

    Contrapondo-se à decisão imperial, no dia 8 de janeiro de 1824 a Câmara de Olinda, ainda capital da província, em Assembleia Geral Constituinte ratificava a decisão anterior de manter Manoel de Carvalho à frente do governo pernambucano, ignorando a nomeação imperial do morgado do Cabo Francisco Paes Barreto. Em sua Cronologia Pernambucana, Nelson Barbalho afirma ser essa medida um “insulto ao imperador e a confissão indisfarçada de insubmissão às ordens emanadas da corte”.

    Naquele momento, em Olinda, quando se efetivou o governo de Carvalho, em seu discurso, o grande pensador Frei Caneca concluindo-o reafirmou ser “uma imprudente e arriscada medida do Ministério de Sua Majestade querer teimosa e caprichosamente ir de encontro à nossa felicidade, paz e sossego, em uma ocasião em que todas as luzes os seus despachos nos procuram males e calamidades (sic). Por isso fundado nestas razões, repito, que não se deve admitir Francisco Paes Barreto à presidência da província”.

    Estava assim selado, em rápidas considerações, o rompimento entre a província de Pernambuco e a corte imperial do Brasil.

    Essa mobilização revolucionária, emancipacionista e republicana, que eclodira no dia 2 de julho de 1824 se opunha ao absolutismo de D. Pedro I deflagrando-se de Pernambuco para as províncias da Paraíba, Rio Grande do Norte e Ceará. A bandeira da independência e da república tremulou nos céus pernambucanos durante os meses de julho, agosto e primeira quinzena de setembro de 1824.

     Confederação do Equador -3

    A Represália

    Batalha de Afogados – Forças imperiais invadem o Recife – Pintura de Leandro Martins

    O imperador D. Pedro I mobilizou forças de terra e mar para sufocar o movimento republicano que eclodira em Pernambuco.

     No dia 18 de agosto de 1824 uma expedição militar imperial chegou a Maceió tendo à frente o brigadeiro Francisco de Lima e Silva de onde após uma semana para se reabastecer, seguiu para Recife. Em 19 o mercenário inglês Lord Cochrane, com a nau Pedro I ocupou o porto do Recife.

    As forças pernambucanas não resistiram à invasão do Recife e já no dia 12 de setembro o brigadeiro Lima ocupou os bairros de Santo Antônio e Boa Vista tendo a seguir as tropas pernambucanas batido em retirada.

    A trajetória da fuga de Frei Caneca

    Frei Joaquim do Amor Divino Caneca, um dos mais emblemáticos heróis e mártires nacionais, nasceu em Recife no bairro de Fora-de-Portas, Freguesia de S. Frei Pedro Gonçalves no ano de 1779, que hoje, sob a denominação de Pilar, situa-se nas proximidades da zona portuária da cidade do Recife.

    Ele, que anteriormente esteve entre os heróis pernambucanos envolvidos na Revolução de 1817 e que fora preso e recolhido às masmorras da Bahia, foi o principal mentor intelectual da Confederação do Equador. Difundiu seu ideário de libertação em diversos escritos tais como “Dissertação sobre o que se deve entender por Pátria do Cidadão”, “Cartas de Pítia a seu amigo Damão”, “O caçador atirando à Arara  Pernambucana” entre tantos outros, publicados em periódicos da época dentre eles o Typhis Pernambucano do qual era o editor. O mesmo Frei Caneca dizia “que à proporção que nossos trabalhos se estendiam a beneficiar nossos compatriotas, nós caminhávamos ao perigo e à ruína, pois que nossas verdades chocavam os interesses de D. Pedro de Alcântara, príncipe português que o Brasil imprudente e loucamente havia aclamado seu imperador”.

    Quando se viu traído, após as tropas que deveriam defender o Recife abrirem as portas da cidade sem oferecer a menor resistência às forças imperiais; quando sentiu que toda a oficialidade se encontrava dividida em grupos e tendo sido alertado para se ocultar, pois era alvo de intensa procura, juntamente com outros partícipes da conjuração, Frei Caneca tratou de se pôr a salvo, fugindo “das garras da perfídia”.

    Ele, João Soares Lisboa, Francisco de Souza, o coronel José Antônio Ferreira, o major José Gomes do Rego, o capitão Braga, José Matias, o irmão deste e um soldado mouco camarada do Braga, desde o dia 10 de setembro articularam-se para a fuga. Mas, somente saíram de Olinda às dez horas da noite do dia 16 tendo atravessado Olinda passando por todos os piquetes procurando a Vila de Igarassu.

    Viajaram por toda a noite e amanheceram o dia 17 no engenho Utinga onde o grupo dividiu-se. Cazumbá unido a José Matias “trouxeram ao seu partido o coronel Ferreira”. Caneca afirma que eles “passaram a olhar para nós como pessoas do maior perigo, obstáculos para a salvação dos mesmos, não mais querendo ver um só soldado da divisão pernambucana e nem serem vistos deles”.

    Dentro desse clima, na manhã seguinte do dia 18, Rangel, Lisboa e Caneca tomaram o rumo em direção ao engenho Papicú onde jantaram e seguiram para o engenho Caraú pertencente a João Nepomuceno Carneiro da Cunha “afim de que aí conforme as informações que tivessem dos negócios de Goiana tomássemos a deliberação que fosse mais prudente e segura”.

    GOIANA

    Dia 19 de setembro

    Segundo informações colhidas, “em Goiana havia uma reunião de forças do Recife, as quais unidas às de Goiana e Paraíba haviam nomeado um Comandante em Chefe e marchavam para o Ceará”. Acreditaram que esse era o meio que restava para a sustentação da causa da pátria e a salvação das garras do tirano. Acompanhados de um guia que lhes foi dado por Carneiro da Cunha pela meia noite adentraram nas ruas de Goiana que estavam inteiramente desertas. “O escuro da noite e o medonho silêncio em que estava sepultada a vila, os uivos dos cães, tudo cooperou para nos encher de terror”, confessou Frei Caneca em seus relatos. Ali esperavam encontrar as tropas referidas. Após avaliações diversas tomaram a estrada da Soledade e depois de andarem o restante da noite, deram-se com a retaguarda da força, duas léguas acima da vila.

  • Debate com candidatos a prefeito de Vertente do Lério será realizado nesta quinta-feira (19)

    Histênio Sales e Fábio França participam de debate na Câmara de Vereadores do município (Foto: Reprodução/ Google Imagens)

    Nesta quinta-feira (19), a partir das 19h, será realizado na Câmara de Vereadores de Vertente do Lério, um debate entre os candidatos à Prefeitura do município. O encontro está sendo organizado pelas assessorias dos dois postulantes ao Executivo Municipal: Fábio França (PP) e Histênio Sales (MDB).

    O evento terá transmissão pelas redes sociais dos candidatos e pelas rádios comunitárias do município: VL FM 104,9, localizada na cidade e Tambor FM 87,9, situada no distrito do Tambor, na zona rural. O acesso ao interior da Câmara será restrito a apenas dez pessoas de cada coligação.

    O debate será apresentado pelo radialista Alan Lucena e contará com quatro blocos. Em três deles os candidatos fazem perguntas entre si. Nos primeiros e segundos blocos as perguntas serão sobre temas previamente sorteados. O terceiro será para temas livres, já o quarto e último ficará para as considerações finais.

    A previsão é que o evento tenha duração de duas horas. Este é o primeiro debate entre candidatos a prefeito realizado em toda a história de Vertente do Lério. As regras do encontro foram definidas entre os representantes das coligações e homologadas pelo juiz da 34ª zona eleitoral, Dr. Joaquim Francisco Barbosa.

  • Escultura de Frei Caneca será construída na zona rural de Surubim

    Frei Caneca em óleo sobre tela de Roberto Ploeg (Foto: Rennan Peixe/ Divulgação)

    No próximo dia 29 de setembro está prevista para ser iniciada a construção, na zona rural de Surubim, da primeira escultura gigante em homenagem a Frei Caneca, nas proximidades por onde ele passou com suas tropas em direção ao Ceará, em 29 de setembro de 1824. O religioso registrou em um diário os momentos em que esteve com suas tropas no atual distrito de Chéus, fugindo da perseguição de Dom Pedro I. Frei Caneca foi líder da Confederação do Equador, movimento revolucionário iniciado em Pernambuco, em 1824, e que se espalhou pelo Nordeste contra o autoritarismo do imperador.

    O projeto é do artista plástico surubinense Severino labá, criador do Memorial dos Severinos, uma obra de arte composta por 10 esculturas gigantes dedicadas ao mamulengo e as vidas severinas do mundo, localizada em Lagoa Nova, também na área rural de Surubim.
    A obra, feita em concreto, terá cinco metros de altura por um metro de largura e será construída na Fazenda Cachoeira do Taépe, local não muito distante de onde Frei Caneca e seus comandados estiveram.

    A construção contará com a participação do Mestre Joel Severino, irmão de Severino Iabá, dos proprietários da Fazenda Cachoeira do Taépe e de moradores locais.

    A inauguração, com um evento cultural, está prevista para o dia 13 de janeiro de 2025, data que marca os 200 anos da morte de Frei Caneca. Na ocasião, além do religioso, serão realizadas várias homenagens, entre elas ao ator e dramaturgo José Pimentel (1934-2018), que criou e encenou a peça teatral “O Calvário de Frei Caneca”. Também será registrada em uma placa, o nome de todos que participaram e colaboraram para a realização da obra.

    Iabá informa que pessoas ou empresas interessadas em apoiar a construção, podem entrar em contato com ele pelo telefone (31) 99171-1314 ou ainda com Mareval pelo número (81) 9-9678-9058, da Fazenda Cachoeira do Taépe.

    Inspiração

    Este projeto de arte pública, criado por Severino labá, é inspirado nos ideais e nas lutas libertárias e democráticas de Frei Caneca. Ele dialoga com outras obras do artista, criadas em Minas Gerais, como Terra do Sol, há vida… há morte (1997), Fome Nunca Mais (1999) e, mais recentemente, A Degola ( 2017).

    A decisão de construir essa estátua em sua terra natal, segundo o artista, foi motivada pelos recentes comentários feitos pelo produtor cultural João Marcelo, do filme “Cabocolino” sobre Frei Caneca. Também influenciou o fato do artista ter assistido, no Recife, em 13 de janeiro de 1982, a peça “O Calvário de Frei Caneca”. Mas não foi só por isso, conta Iabá. O fator decisivo foi ele ter conhecido, anos atrás, por meio dos escritos do artista plástico e escritor Fernando Guerra, o diário de campanha de Frei Caneca, onde é descrito em detalhes o itinerário percorrido com suas tropas da Confederação do Equador, no Agreste Setentrional de Pernambuco, margeando o Rio Capibaribe, em terras que hoje pertencem ao município de Surubim.

    Na passagem por esta região, houve um forte combate contra as forças imperiais, no lugarejo de Couro D’antas, atualmente integrado ao município de Riacho das Almas.

    História do Brasil no Correio do Agreste

    Certamente o único episódio que insere o município de Surubim na História do Brasil é a passagem de Frei Caneca e das tropas da Confederação do Equador pelas margens do Capibaribe há 200 anos.

    O historiador Fernando Guerra a partir da próxima semana publicará neste Correio do Agreste seu trabalho sob o título “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”.

    A relevância desse momento não foi devidamente entendida pelo setor educacional do município quando o autor sugeriu uma ampla divulgação nas escolas locais. Diante disso e acreditando que o assunto é do interesse de todos, este jornal decidiu desempenhar o papel que caberia ao poder público. Levará aos seus leitores, em forma de diário, a dramática passagem por Surubim e por outros municípios do Agreste das tropas confederadas quando seguiram para o Ceará de onde Frei Caneca voltou preso para ser arcabuzado em Recife.

  • Antônio Barros recebe homenagem da Loja Maçônica de Limoeiro

    Antônio Barros (no centro) ao lado do Venerável Mestre da Loja Maçônica de Surubim, Francisco Ramos Neto (à direita) recebe a homenagem das mãos do Grão-Mestre do Grande Oriente de Pernambuco, o Eminente Irmão Geraldo Luciano de Lira Costa (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    Na quinta feira (5), um dos fundadores da Maçonaria Surubinense, o ex-prefeito do município, Antônio Barros, foi homenageado na Loja Maçônica Frei Caneca, em Limoeiro, com a Comenda da Ordem do Mérito Dom Pedro I, tornando-se “Sapientíssimo Irmão Antônio Barros”. O ex-prefeito, que completa 94 anos em novembro, iniciou suas atividades na Maçonaria exatamente na cidade de Limoeiro. A comenda foi outorgada pelo atual Grão-Mestre do Grande Oriente de Pernambuco, o Eminente Irmão Geraldo Luciano de Lira Costa.

    “Este tratamento é o mais alto dentro da carreira maçônica, outorgado ao Grão-mestre Geral da Maçonaria brasileira. A comenda é a mais elevada que um Maçom pode receber. Trata-se de uma vida dedicada à ordem, ao melhoramento interno e da sociedade ao nosso redor, o Irmão Antônio Barros é um dos maiores exemplos disso”, destaca o médico Roberto Mateus, integrante da instituição.

    Estiveram presentes na homenagem, o Venerável Mestre da Loja Maçônica de Surubim, Francisco Ramos Neto, José Vicente, Domingos Sávio, Marcos Figueira e Luís Germano.

  • 96 anos de Surubim: Semana Cultural termina nesta quarta-feira (11)

    Viúva de Sebastião Dias, Iêda Melo e os filhos Alan Dias e Ana Jaci, ladeados por Fernando Guerra, a prefeita Ana Célia e Nêgo do Mandurí (Foto: Reprodução/Divulgação)

    Tendo como culminância o Desfile Cívico da Emancipação nesta quarta-feira, dia 11 de setembro, a Semana Cultural do município completa seu ciclo de eventos tendo como principais destaques o 21.º Surubim Motofest, o 28.º Festival de Violeiros, a Bênção dos Vaqueiros, além dos shows com Capim com Mel, Adriano Silva e Mari Fernandez. Expressões culturais inteiramente opostas, duas urbanas e duas outras rurais.

    Motofest

    A programação da Semana Cultural teve início nos dias 30 e 31 de agosto com o 21.º Surubim Motofest realizado pelo clube de motociclistas da cidade Cowboys do Asfalto. Seu presidente Ginaldo Oliveira deu o seguinte depoimento para o Correio do Agreste: “O 21.º Surubim Motofest superou as expectativas. Durante todos esses anos de evento acreditamos ter sido um dos melhores. Tivemos como atração principal a banda Detonautas que levantou o público amante do Rock N’Roll. Nós dos Cowboys do Asfalto estamos muito felizes. Apesar de todo o trabalho,  é gratificante e satisfatório realizar um evento desta magnitude, com muita dedicação e carinho que aquece o turismo da nossa cidade, com os hotéis e pousadas lotados, trazendo divisas para Surubim. Marcaram presença motociclistas de várias regiões do Brasil como dos estados da Bahia, Sergipe, Alagoas e muitos outros. Enfim, é um evento tradicional, ordeiro que já faz parte do calendário da nossa cidade e o objetivo maior é difundir o motociclismo. Que venha 2025 para mais uma edição do Surubim Moto Fest”.

    Presidente do Motoclube Cowboys do Asfalto, Ginaldo Oliveira (de óculos) com a banda Detonautas (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    Circo

    Outros eventos contemplaram vários segmentos da cultura como as atividades circenses realizadas na Escola Dr. Amaro pelo Circo Canadá, o Encontro de Bandas, a Noite Cultural, a Feira de Artesanato, a Corrida da Emancipação e o Dia dos Evangélicos.

    Cinema itinerante

    No dia 3/9, na Praça Dídimo Carneiro, uma grata surpresa deu-se com o Cinema Itinerante apresentando sessão de filmes documentários. Ali foram exibidos quatro curtas-metragens focados na cultura surubinense realizados sob o incentivo da lei Paulo Gustavo. O filme “Feira de Loré” dirigido pelo estilista Paulo Ricardo registrou já no seu ocaso a famosa feira de retalhos que existia com muita intensidade na feira livre aos sábados na cidade. Muito bom registro de uma época que vai se despedindo da vida urbana de Surubim substituída pelas confecções que tomaram conta desse espaço.

    “Onde o Coco Roda” dirigido por Marco Santana busca as raízes do coco e seus diversos “sotaques rítmicos” desde o litoral ao agreste, ressaltando sutilezas que identificam o coco cantado e dançado em Surubim.

    ‘Memória Severina” sob a direção de João Victor adentra o universo do Memorial dos Severinos, alma do Parque dos Mamulengos Gigantes, perscrutando a família que o mantém como uma chama acesa da cultura popular surubinense. Severino Iabá artista visionário, criador desse espaço localizado na Lagoa Nova, pelo que se deduziu dos depoimentos de seus familiares teve que, antes de tudo, convencer seus pais e irmãos de que estava construindo um Parque voltado para a exaltação das manifestações da arte de seu povo. O sucesso que veio a seguir foi surpreendente e hoje, toda a família do Mestre Severino mergulhou no projeto e está completamente integrada em suas ações culturais.

    Documentário sobre Noé da Ciranda foi lançado na Praça Dídimo Carneiro (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    Finalizando, João Marcelo que se notabilizou pelo seu documentário “Cabocolino” vencedor da Mostra de Filmes Universitários do 51º Festival de Gramado, nos apresentou outra produção excelente de sua autoria que é “Noé da Ciranda”. Filme conciso, nos toca não somente pelo seu conteúdo, mas, igualmente pela sua plasticidade e arremate técnico. O centro para onde convergem todas as atenções, o cirandeiro Noé, dispensa maiores comentários por se tratar de um personagem autêntico, certamente o maior artista popular surubinense no momento.

    Festival de Violeiros

    Com um elenco sem grandes nomes que marcaram os festivais de repentistas de Surubim como Ivanildo Vilanova ou mesmo a voz forte do apresentador Felisardo Moura, realizou-se na sexta-feira 6/9, o 28º Festival de Violeiros de Surubim. Ivanildo submeteu-se a uma cirurgia e está passando muito bem, entretanto, fora proibido viajar. Antônio Marinho que seria uma das atrações, e substituiria Felisardo, por questões pessoais não pôde vir, sendo substituído por Iponax Vilanova.

    Trofeu confecionado artesanalmente pelo declamador Espingarda do Cordel (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    A noitada foi dedicada ao grande poeta Sebastião Dias falecido em dezembro de 2023 e contou com as presenças de seus familiares desde a viúva Iêda Melo aos filhos Alan Dias e Ana Jaci.

    A dupla vencedora formada pelos irmãos piauienses Jairo Silva e Jeferson Silva que pela primeira vez se apresentaram no festival surubinense. Em segundo lugar ficou a dupla Antônio Lisboa que é potiguar e Edmilson Ferreira representante do Piauí. Em terceiro lugar ficaram Zé Carlos do Pajeú e André Santos, em quarto, Raimundo Caetano e Edvaldo Zuzu e, na última colocação ficaram os poetas Zé Viola e Felipe Pereira.

    Os festivais de repentistas do município são realizados há mais de duas décadas pelos produtores culturais Nego do Manduri e Fernando Guerra com o patrocínio da prefeitura local e apoios da Pitú e outras empresas.

    Desfile Cívico

    Com início previsto para às 15h, o desfile terá como tema este ano “Diversidade e suas raízes culturais”. Participarão 16 escolas,  todas acompanhadas por Bandas Marciais. O evento contará também com Pelotão Oficial do Exército, do Corpo de Bombeiros, dos Bombeiros Civis e do 22.º Batalhão acompanhando pela Banda da Polícia Militar de Pernambuco. Os pelotões saem da frente da Escola Maria Cecília. Já as escolas se concentram na Cabaceira, iniciando o percurso no Pátio da Usina. Os motoclubes também participam.

  • Programação da Vaquejada de Surubim começa nesta terça-feira (10); confira

    Parque J. Galdino tem programação desta terça-feira (10) até o próximo domingo (15) (Foto: Arquivo/ Correio do Agreste)

    Começa nesta terça-feira (10), com o Futboi a programação da Vaquejada de Surubim 2024. As partidas de futebol com bois no meio dos jogadores completam 38 anos de realização no Parque J. Galdino e já foram destaque em várias reportagens de TV na imprensa nacional. A competição está marcada para ter início às 19h.

    Na quarta-feira (11), também a partir das 19h, será promovida a disputa conhecida como “X1”. É a primeira vez que esse tipo de evento acontece na Vaquejada de Surubim e contará com a participação de vaqueiros das categorias aspirante, amador e profissional, além de “cards especiais”, com vaqueiros que vem se destacando na atualidade. Já na quinta-feira (12), será a vez do público assistir à etapa da Copa Don Toro, que recebe este nome por reunir filhos do cavalo Don Toro, de propriedade do cantor Xand Avião. O artista inclusive já confirmou que estará neste dia em Surubim para prestigiar o evento.

    Na sexta-feira (13), serão realizados os shows solidários, com a entrada sendo 1kg de alimento não perecível. Irão se apresentar a partir das 21h, Luan Estilizado, Renata Falcão e Juciê. Este é o terceiro ano da iniciativa, que começou em 2019 e só não foi realizada em 2020 e 2021, devido à pandemia de Covid-19.

    No sábado (14), os shows vão começar também às 21h. O primeiro artista a subir ao palco será Nuzio Medeiros, seguido por Zé Vaqueiro, Nattan e Tarcísio do Acordeon. Em Surubim, os ingressos antecipados para os shows do sábado podem ser adquiridos em Almir Fotografias e na loja Serginho Multimarcas. Pela internet, as vendas são feitas no site Brasil Ticket .

    Haverá a cobrança de ingressos para o Futboi, o X1 e a etapa da Copa Don Toro. A derrubada do boi começa na quarta-feira (11) às 7h, com a categoria profissional. Não será cobrada entrada para assistir a corrida do gado durante o dia, na quarta e na quinta-feira. Na sexta-feira e no sábado, tanto de dia como de noite a entrada é gratuita. No domingo a partir da tarde, será necessário pagar para acompanhar as disputas finais das categorias.

    A Vaquejada de Surubim completa agora em 2024 seus 87 anos, é a mais antiga do país, com farta documentação comprobatória apresentada no livro “Memórias das Vaquejadas de Surubim”, do escritor Fernando Guerra, editor deste Correio do Agreste.