O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026 06:22

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  • Veja o calendário de abastecimento de água para outubro em Surubim e cidades vizinhas

    Confira o cronograma de abastecimento de água da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para as cidades da região no mês de outubro. Estão disponíveis as datas para os municípios de Surubim, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e Casinhas, que pertencem à Gerência Regional do Alto Capibaribe. No calendário também estão incluídos os distritos de Lagoa de João Carlos (Frei Miguelinho), Pau Santo (Santa Maria do Cambucá) e Tambor (Vertente do Lério).

    Neste modelo de cronograma divulgado pela Compesa, para o leitor identificar quais serão os dias que o seu bairro ou comunidade receberão água, é preciso verificar o número da área que a localidade está inserida e em seguida ver os dias no calendário. Acesse clicando aqui.

  • Na data de hoje 200 anos atrás: divisão confederada chega ao povoado de Pedra Tapada em Passira

    Capela do povoado de Pedra Tapada, em Passira, local onde a divisão confederada pernoitou em 27 de setembro de 1824 (Foto: Fernando Guerra)

    Continuamos com a publicação de textos do historiador Fernando Guerra extraídos do seu trabalho “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”, na postagem de hoje, iremos falar sobre a passagem pelo povoado de Pedra Tapada, em Passira.

    PASSIRA

    Dia 27 de setembro de 1824

    Em 27 de setembro chegaram em “Pedra Tapada que é um pequeno arraial constante de poucas casas e uma pequena igreja”, no atual município de Passira, onde pernoitaram.

     “Quando a divisão ia em marcha recebemos um ofício de José Francisco de Arruda, comandante da força de Malhadinha, datado do 26 desse mês, de Espinho Preto requerendo que depusessem as armas e oferecendo proteção do Pedroso. Em resposta, Arruda foi admoestado que era puerilidade oferecer proteção de Pedroso à uma divisão que tinha jurado acabar no campo de batalha ou sustentar a liberdade da pátria e ela faria todo o estrago que pudesse se acaso recebesse a mais pequena oposição. Finalizou-se a correspondência com o protesto que fez o Arruda de consentir que passássemos em paz: e assim sucedeu”.

    Esse José Francisco d’Arruda era português que enriquecera com o cultivo do algodão e fora vereador em Limoeiro onde residia. Foi preso na Revolução Pernambucana de 1817, deportado para Salvador onde foi humilhado nas masmorras da capital baiana juntamente com os heróis pernambucanos entre eles Frei Caneca. Desta vez encontrava-se em lado oposto aos pernambucanos que se opunham ao absolutismo imperial. Ele foi o construtor da capela de Malhadinha em 1800, com a permissão do bispo Azeredo Coutinho e o mais antigo proprietário da Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe que se conhece. É possível que tivesse a posse de parte considerável do que fora a sesmaria de Bartolomeu Gomes Borba acompanhando o Capibaribe desde Malhadinha até Bateria.

    Quanto ao Pedroso, tratava-se do coronel Pedro da Silva Pedroso que também fora preso na Revolução Pernambucana de 1817, passou pelas masmorras baianas, tendo sido posteriormente anistiado e em 1822 era governador das armas, comandando as tropas do governo imperial em Pernambuco. Quando naqueles momentos de carceragem começaram a aparecer os primeiros livros entre os prisioneiros, assim como ”papel, tintas e pena”, todos queriam aprender alguma coisa para aproveitar o tempo de ócio. Quando a “habitação das trevas transformou-se em asilo de luz”, Frei Caneca ensinou geometria e cálculo, Padre Muniz, lógica e até mesmo Pedro da Silva Pedroso ensinou duas vezes aritmética e álgebra.

  • Homem morre em colisão envolvendo moto e carreta na PE-90 em Surubim

    José Maciel morava na comunidade de Furnas, na área rural de Surubim e trabalhava no Centro da cidade como vendedor de bilhetes da Zona Azul (Foto: Reprodução/ WhatsApp)

    Um homem de 34 anos morreu após colidir com a moto que conduzia na lateral de uma carreta. O acidente aconteceu por volta das 23h, na rodovia PE-90, em Surubim, próximo a entrada da Chã do Marinheiro. A vítima foi identificada como José Maciel Arruda da Silva. Ele morava na comunidade de Furnas, na área rural de Surubim e trabalhava no Centro da cidade como vendedor de bilhetes da Zona Azul.

    A posição em que ficaram os veículos indicam que a carreta estava entrando na rodovia, sentido cidade, quando foi atingida pela motocicleta, que seguia em direção à localidade de Lagoa da Vaca. Câmeras de segurança de imóveis localizados perto do local do acidente podem ajudar a Polícia Civil a esclarecer como ocorreu o fato. Após a colisão, o veículo de carga ficou interditando as duas faixas da pista. O corpo de José Maciel foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Caruaru. Não foram divulgadas informações sobre o motorista da carreta.

     

  • Na data de hoje 200 anos atrás: Confederação do Equador – colocada em prova pela primeira vez o poder de fogo da tropa

    Continuando com a publicação de textos do historiador Fernando Guerra extraídos do seu trabalho “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”, na postagem de hoje, iremos tratar dos acontecimentos em Limoeiro.

    O Agreste Setentrional em 1824

    LIMOEIRO

    Dia 25 de setembro de 1824

    Na data de hoje, 25 de setembro, no ano de 1824, os combatentes da Confederação do Equador, após atravessarem a zona da Mata Norte pernambucana, chegaram ao Vale do Capibaribe no atual Agreste Setentrional do estado, marchando três léguas e meia de Pindoba das Flores até Limoeiro.

    Nessa Vila foi colocada em prova pela primeira vez o poder de fogo da tropa.

    Embora o contingente republicano não tenha se aproximado do Curato do Bom Jardim, esse teve uma atuação significativa entre os que criaram obstáculos à passagem dos republicanos, sobretudo pelo Vale do Capibaribe.  As forças mobilizadas naquela localidade, não somente atacaram os confederados em Limoeiro mas seguiram fustigando a tropa até mesmo depois de Couro Dantas como relatamos neste trabalho.

    Sobre esse confronto, registra Frei Caneca “que por influência de um frade franciscano natural da Bahia de Todos os Santos, Frei Jerônimo de São José, capitão de guerrilha, haviam tropas no Limoeiro vindas do curato de Bom Jardim para nos proibirem a passagem. Por este princípio, contando nós com o inimigo à frente, dispusemos a força em ordem de batalha e assim entramos debaixo de fogo”.

    “Perdeu o inimigo 34 soldados contra alguns feridos da coluna em marcha. O Frei Jerônimo que estava na vila foi o primeiro que correu a todo o galope desamparando os seus comandados. Nós tivemos seis feridos entre os quais o mais notável foi o major Joaquim Parahiba, comandante do 2º Batalhão”.

    Enquanto se encontravam na Vila, dois soldados da divisão se “questionaram sobre vivas a Manoel de Carvalho” e trocaram tiros. Um de Brejo de Areia chamado Pororoca e outro de Pernambuco. “Pororoca morreu no local enquanto o de Pernambuco durou alguns dias vindo a morrer no lugar chamado Tanques”.

    Na época, Limoeiro “constava de uma só rua muito comprida, com uma igreja matriz, ao entrar na dita rua, as casas são de má edificação, a maior parte velhas e de taipa. O melhor edifício que ali se encontra é a casa do Inglez Kerne onde há uma machina de ferro para descaroçar algodão, bater e ensaccar o mesmo, e para fazer azeite e muitas outras cousas, sendo essa machina de grande preço e muito valor (sic).

    O pernoite fora feito na vila e no dia seguinte continuaram a marcha.

    Dia 26 de setembro

    Na trajetória empreendida pela chamada Coluna de Frei Caneca, ao sair da Vila do Limoeiro, subindo às cabeceiras do Capibaribe, foi atacada em Espinho Preto sem perdas.  Em Canafístula, meia légua adiante, Caneca foi hospedado pelo capelão, o frade franciscano Frei José Pinto, tendo pernoitado no local, juntamente com a tropa.

  • Na data de hoje 200 anos atrás: Confederação do Equador – formados quatro batalhões

    Continuamos com a publicação de textos do historiador Fernando Guerra extraídos do seu trabalho “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”, na postagem de hoje, iremos tratar dos acontecimentos em Pindoba das Flores.

    PINDOBA DAS FLORES

    Dia 23 e 24 de setembro

    No dia 23 de setembro, marcharam para Pindoba das Flores, propriedade do Capitão Joaquim Cavalcanti “onde encontramos o capitão Leandro César com uma companhia das forças da Paraíba e uma peça de artilharia compondo a força toda”.

    Hoje, não mais existe o topônimo Pindoba das Flores denominando qualquer engenho ou povoação distando quatro léguas (24 km) desde o Engenho Poço Comprido e daí até o Vale do Capibaribe cerca de três léguas e meia (21 km).

    Nessa localidade organizou-se a divisão de quatro batalhões, sendo o 1º composto de uma linha de Pernambuco e da Paraíba, o 2º, de um batalhão de milícias e de artilharia dos Henriques de Pernambuco, o 3º das milícias do mato e soldados de guerrilha avulsos, o 4º de todas as milícias da Paraíba. Além deles encontravam-se grupos de artilharia, de cavalaria, guarda avançada, grupos de guerrilha e outros mais.

    Entre soldados de 1ª e 2ª linha, guerrilheiros e paisanos com famílias contavam-se quase três mil pessoas. Pernoitaram duas noites nessa propriedade e depois desse arranjo marcharam para Limoeiro.

  • Na data de hoje 200 anos atrás: formada a Divisão Constitucional da Confederação do Equador

    Engenho Poço Comprido, na zona rural de Vicência, na Mata Norte do Estado (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    Continuando com a publicação de textos do historiador Fernando Guerra extraídos do seu trabalho “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”, na postagem de hoje, iremos tratar da formação da Divisão Constitucional da Confederação do Equador.

    VICÊNCIA

    22 de setembro

    Neste dia 22 de setembro em 1824, após dormirem no Engenho Poço Comprido onde, finalmente, reuniram-se com a força da Paraíba comandada pelo capitão João de França Câmara celebrou-se um Grande Conselho composto do governador eleito das armas e presidente temporário da Paraíba, Félix Antônio, de toda a oficialidade e das pessoas mais atendíveis pelo seu estado, pelo seu talento e patriotismo.

    Ficou naquele momento decidido:

    1 – “Que nenhuma capitulação aceitariam do general Lima comandante das tropas imperiais a não precederem a evacuação das tropas do Rio de Janeiro, que ocupavam a capital de Pernambuco;                                                

     2 – Instalação da Assembleia Constituinte do Brasil em um ponto central do mesmo onde em liberdade e fora da influência das armas do Rio de Janeiro ou em outra qualquer província, se pudesse discutir e decretar a Constituição ou leis fundamentais do Brasil;

    3 – Não receber nenhuma que não fosse feita pelos legítimos representantes da nação brasileira reunida em congresso soberano;

    4 – Que se tomassem todas as medidas necessárias para a defesa da liberdade da pátria, se levantasse o acampamento e se procurasse outra posição vantajosa donde pudessem ter comunicação com os liberais da província do Ceará, do Rio Grande do Norte, interior da Paraíba, divisão liberal de Garanhuns e especialmente com o general Filgueiras, afim de combinarem os planos de ataque sobre o inimigo”.

    5 – Que se organizasse uma divisão composta de todos os homens d’armas que se achavam neste acampamento, a qual divisão se deveria denominar Divisão Constitucional da Confederação do Equador.”

  • Na data de hoje 200 anos atrás: Frei Caneca passa por Condado e Nazaré

    Continuamos com a publicação de textos do historiador Fernando Guerra extraídos do seu trabalho “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”.

    A Confederação do Equador -4

    (Continuação)

    CONDADO E NAZARÉ

    No dia 20 de setembro de 1824 ao amanhecer seguiram em marcha para a vila de Goianinha, hoje cidade de Condado, “ali encontrando o grosso da divisão e um povo numeroso e algumas famílias honestas”.  “Goianinha é uma povoação não pequena e representa ter algum comércio de gêneros da lavoura. Tem uma igreja pequena; ela e as casas da povoação são de má ou nenhuma architectura à exceção de mui poucas as outras são de palha”.

    “Passamos aqui o dia e saímos à tarde para o engenho Cangaú (Cangaliú) indo a força para Nazaré”.  Nesse engenho “passamos a noite e na manhã seguinte 21, seguimos a nossa marcha indo passar a calma do dia em Monte Belo na Laranjeira”.

    VICÊNCIA

    Dia 21 de setembro

    A Divisão Constitucional da Confederação do Equador

    “Fomos dormir no dia 21 no Engenho Poço Comprido” onde, finalmente, reuniram-se com a força da Paraíba comandada pelo capitão João de França Câmara.