O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Domingo, 14 de Junho de 2026 02:43

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  • Operação Expugna: investigação teve início com assassinato de comissário da Polícia Civil em Surubim

     

    Delegado Igor Nogueira deu detalhes da operação ao repórter Adielson Galvão (Foto: Reprodução/ Blog do Adielson Galvão)

    Em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (11), em Caruaru, o delegado Igor Nogueira, titular da 16ª Delegacia Seccional, localizada em Santa Cruz do Capibaribe, deu detalhes sobre a Operação Expugna. A ação policial foi coordenada por aquela delegacia. A investigação foi iniciada em setembro de 2020, tendo como objetivo identificar e desarticular organização criminosa voltada à prática dos crimes de Tráfico de Drogas, Associação para o Tráfico e Lavagem de Dinheiro.

    Foram 20 Mandados de Prisão, 23 Mandados de Busca e Apreensão Domiciliar, Sequestro de Bens e Valores e Bloqueio Judicial de Ativos Financeiros, todos expedidos pelo Juízo da Vara Criminal da Comarca de Surubim, informou a Polícia Civil. Dos 20 mandados de prisão, 17 foram cumpridos.

    Maços de dinheiro foram apreendidos durante a operação. Armas e munições também (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

    A investigação teve início com o assassinato  do comissário da Polícia Civil José Rogério Duarte Batista, de 56 anos, ocorrido há quatro anos no trevo de Surubim. “Em 2020 conseguimos prender todos os executores do crime como também diversos membros do grupo que auxiliaram na logística. Ainda naquele ano, nós iniciamos uma investigação para identificar não só pessoas que se tratava do braço violento, mas também que lucravam com a atuação dessa organização criminosa”, afirmou.

    A operação foi realizada na manhã da quinta-feira (10). A Polícia Civil cumpriu mandados nas cidades de Caruaru, Vertentes, São Caetano, Surubim, Bom Jardim, Tacaimbó e Lajedo, no Agreste. Ainda segundo a SDS, existem alvos no Recife e nos estados da Paraíba e São Paulo. Em Surubim, foram utilizados dois helicópteros. A ação teve início nas primeiras horas da manhã. A polícia divulgou imagens que mostram maços de dinheiro,  armas e munições aprendidos na operação.

    Assista a entrevista que o delegado Igor Nogueira concedeu ao repórter Adielson Galvão.

  • Chaparral e Ana Paula comemoram vitória com shows de Mastruz com Leite e Vítor Fernandes no Parque J. Galdino

    Evento terá início no Pátio da Usina com uma caminhada até o Parque J. Galdino (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

    O prefeito eleito de Surubim, Cléber Chaparral (UB) e a vice-prefeita eleita, Ana Paula (PSDB), vão comemorar a vitória nas eleições neste domingo (13), com shows da banda Mastruz com Leite e do cantor Vítor Fernandes, um dos mais requisitados do momento. A festa está marcada para ter início às 14h, no Parque J. Galdino e será precedida por uma caminhada saindo do Pátio da Usina. A concentração acontecerá às 13h.

    Perfis no Instagram e grupos de WhatsApp estão divulgando que no parque de vaquejada também haverá um churrasco. No mínimo seis bois estariam garantidos para a festa. Desde segunda-feira (7), o prefeito eleito e a vice, tem participado em várias localidades do município de eventos festivos para comemorar o resultado da eleição.

    Chaparral e Ana Paula foram eleitos com  18.500 votos o que representa 47,13 % dos votos válidos.

  • Conjuntura Política: as pesquisas encomendadas – quem manda é o freguês

    Pesquisa do Instituto Exatta foi destaque às vésperas da eleição no Diário de Pernambuco. Jornal divulgou que Véia de Aprígio seria eleita (Foto: Reprodução/ Instagram)

    Fernando F. Guerra

    Os artifícios empregados pelos marqueteiros para influenciar o eleitorado são os mais diversos, a ciência que os norteia é a psicologia de massas. O comportamento das pessoas coletivamente, esse é o problema a ser resolvido, um verdadeiro quebra-cabeças. Quais as suas reações diante das diversas situações, eis, portanto, o X dessa equação complexa pois a criatura humana é múltipla, imprevisível, mas se comporta como rebanho em certas circunstâncias.

    As pesquisas! Sim, elas fazem parte do cardápio dos marqueteiros apresentadas à direção do partido para nortear todo o desenrolar de uma campanha política. São principalmente de natureza interna e funcionam como uma bússola indicando os caminhos a serem seguidos. Não existem campanhas eleitorais de médio e grande porte sem elas.

    Entretanto, muitas vezes influenciam os eleitores, porquanto, a síndrome do voto perdido determina o comportamento de um número crescente de pessoas. Aquelas sem convicção política são atraídas para votar em candidatos que irão ganhar a eleição. Dizem que não querem perder seus votos. Não conhecemos estudos sobre o assunto, mas, são muitos os indicativos nesse sentido.

    Conhecedores dessa possibilidade, de uma forma crescente, os candidatos se apropriam do poder dos números e manipulam desonestamente os seus resultados.

    Foi o que se viu em Surubim na semana precedente ao dia das eleições municipais.

    Lembrando aqui fatores determinantes do êxito de um empreendimento dessa envergadura. No sucesso de uma campanha política estão contidas arte, ciência e fortuna, ou sorte como se queira dizer, mas os marqueteiros acrescentaram “astúcia”. E essa astúcia se manifestou nas pesquisas divulgadas às vésperas do pleito. Junte-se a isso uma sólida condição financeira (pois o poder político anda de beijos e abraços com o poder econômico) e uma qualidade inerente aos empreendimentos em geral, resumidas numa frase “sucesso é equipe”.

    Mas vamos à astúcia!

    Vejam só o que disse a pesquisa realizada pelo Instituto Revista Total Brasil (IRTB) e veiculada pela Revista Total na semana precedente ao domingo de eleição:

    Véia de Aprígio desbanca os outros três concorrentes! Pesquisa aponta Véia como candidata preferida, refletindo uma preferência significativa da população. Olhem os números: Véia de Aprígio, 46,04 % do eleitorado, enquanto Chaparral ficou nos 40,15 % e Flávio Nóbrega, 10,74 %.

    O pior estava por vir através do Diário de Pernambuco!

    Prestes a completar 200 anos o nosso querido DP caiu na tentação de publicar uma pesquisa mentirosa. Quanto custaram a veiculação das duas pesquisas, uma numa revista sem grande repercussão e outra no grande periódico, orgulho do povo pernambucano? A troco de que e de quanto, se prestaram a distorcer fatos para favorecer a candidata Véia de Aprígio? Quantas pessoas não foram enganadas com essas pesquisas e perderam grandes quantias de dinheiro e até bens em apostas, confiantes na vitória da candidata?

    Verifiquemos os resultados do Instituto Exatta Estratégia alardeado em primeira página e notícia de destaque nas páginas políticas desse periódico dois dias antes da eleição! A vitória de Véia de Aprígio era irreversível!

    Véia de Aprígio – 48,3 %

    Cléber Chaparral – 35,3 %

    Flávio Nóbrega – 15 %

    Denivaldo – 1,4 %

    Vamos deixar ao leitor as comparações finais. Resultado das eleições do município de Surubim – 2024, que contrariando tanto a revista quanto o jornal deram uma vitória inquestionável ao candidato Cléber Chaparral do União Brasil.

    Cléber Chaparral – 18.500 votos – 47,13 %

    Véia de Aprígio – 17.642 votos – 44,95 %

    Flávio Nóbrega – 2.798 votos – 7,13%                     

    Denivaldo Pereira – 309 votos – 0,79%

    No futuro, quando falarem de pesquisas do Instituto Revista Total (IRTB) ou do Instituto Exatta Estratégia já fiquem de sobreaviso pois há fortes indicativos que, em seus resultados, quem manda é o freguês.

  • Morre aos 75 anos o músico Abel, da banda Vibrant’s

    Em 2018, Abel foi um dos homenageados no Desfile Cívico do aniversário de Emancipação Política de Surubim (Foto: Reprodução/ Redes Sociais)

    Morreu no final da tarde desta quarta-feira (9), o músico Abel Soares de Lima, de 75 anos, mais conhecido como Abel da extinta banda Vibrant’s. Há pelo menos 16 anos ele vinha enfrentando diversos problemas de saúde como diabetes e hipertensão. Chegou a sofrer oito acidentes vasculares cerebrais, que praticamente lhe deixaram recluso em casa. O quadro de saúde se agravou um ano atrás. Nos últimos meses, Abel não conseguia sequer falar, informaram os familiares.

    Abel nasceu em 29/01/1949, em Bom Jardim. Na década de 1970, veio para Surubim integrar o conjunto “Os Meigos”. Ao deixar esse grupo musical, foi estudar no Colégio Marista Pio XII e a convite do diretor, ficou morando na cidade e regendo a banda marcial daquela instituição de ensino. Nesse período,  conheceu a professora Maria Edna, hoje conhecida como Edna do Banco do Nordeste. Dois anos depois se casaram e tiveram duas filhas, que lhe deram três netos. Na década de 1980, alunos do Colégio  Marista Pio XII formaram o conjunto os Vibrant’s e Abel passou a ser proprietário tempos depois.

    O já saudoso Abel tocava saxofone e pistom. Em sua trajetória, fez muitos bailes e festas na região e até mesmo em outros Estados do Nordeste. As bandas “Os Meigos” e “Vibrant’s”, das quais fez parte, eram sucesso  garantido  no Sport Club Surubim, Independência, Cara  e Coroa e outros locais de eventos. Um dos cantores mais famosos da atualidade, o Conde Só Brega, em recente entrevista ao jornalista Magno Martins, destacou a sua amizade com Abel, com quem tocou no começo da carreira. “Toquei um ano na banda Vibrant’s de Surubim. A banda acabou. O dono era um grande amigo meu Abel, que ainda hoje reina lá. Eu era guitarrista”, contou.

    Em 2018, Abel foi um dos homenageados no Desfile Cívico do aniversário de Emancipação Política de Surubim.

    O velório acontece no Velatório PAFF, no Centro da cidade, de onde o cortejo sairá as 16h, desta quinta-feira (10) para o Cemitério São José.

  • Confederação do equador: as Forças Liberais seguem rumo ao Norte

    Encerramos hoje a publicação de textos do historiador Fernando Guerra extraídos do seu trabalho “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”. Leia o texto final.

    Resumo

    As forças liberais abandonam o caminho do Capibaribe e se dirigem para o Norte com a firme decisão de juntar-se às forças comandadas pelo lendário general José Pereira Figueiras que na província do Ceará integrara-se na luta contra o poder despótico e absolutista do imperador D. Pedro I.

    Atravessaram a Paraíba e o Rio Grande do Norte, enfrentando as maiores adversidades, fome, sede, veredas intransitáveis, caatingas adensadas, fazenda a fazenda, sempre fustigadas por ataques inesperados de guerrilheiros aos quais apelidavam de calhambolas.

    Desde o dia 5, receberam notícias sobre o general Filgueiras informando que sua guarda avançada havia sido batida pelas forças imperiais do Rio do Peixe, contabilizando-se perdas superiores a 100 homens.

    No dia 14 receberam ofício de Filgueiras; em 22, na fazenda Cajus Novos “encontraram o campo, casa e curral cheios de cadáveres que se avaliaram em 150” que eram da guarda avançada de Filgueiras.

    A 24 tiveram um alento, pois souberam que ele se encontrava no “Mariz” com um grande contingente militar. No dia 26 souberam notícias aterradoras sobre ele.

    Finalmente, antes do término do mês de outubro adentraram pelo território da província do Ceará. Entretanto, as más notícias chegavam uma a uma. O presidente da Confederação do Equador dessa província, Tristão Gonçalves Alencar de Araripe, no dia 31 de outubro foi trucidado nas ribeiras do rio Jaguaribe. Enquanto isso o general José Filgueiras entregou-se no dia 8 de novembro.

    Diante de tudo, a causa de tanto esforço das tropas vindas de Pernambuco diluiu-se, perdera seu sentido, e o desânimo batera às portas dos confederados.

    Estávamos destinados a levantar pela manhã de 29 o acampamento e seguirmos à vila de Missão Velha e de lá continuarmos para o Crato a batermos uma grande tropa (…) que tinha levantado a bandeira de Portugal deitando abaixo o estandarte brasileiro quando às quatro da tarde observou-se na retaguarda (…) aparecer uma multidão de gente a pé e a cavalo que supusemos inimigo. (…) os nossos batalhões se foram logo pondo em atitude de combate (…) quando levantando eles uma bandeira parlamentar mandou-se cessar todas as manobras (…). Um ofício do major Lamenha convidando-nos a capitular (…) assegurando que voltaríamos com ele como irmãos e amigos ao seio de nossas famílias. (…) Este lisonjeiro ofício iludiu a maior parte da oficialidade e tropa que se rendeu pensando sincera aquela persuasão dolosa e assentaram em capitular e voltar para Pernambuco”. Após ludibriar os combatentes republicanos “tratou imediatamente o Lamenha de mandar conduzir a todos os oficiais e mais pessoas de consideração e os eclesiásticos que ali se achavam, debaixo de prisão à vila de Lavras”.

    A morte de Frei Caneca

     A partir desse momento, em retorno da província do Ceará, dá-se início ao Calvário de Frei Caneca rumo ao seu sacrifício final.

    Já em Recife, “de 26 de dezembro por diante, Frei Joaquim do Amor Divino Caneca foi retirado da horrível prisão dos cabeças e passado para um quarto de cima na sala livre, onde ficou incomunicável até 10 de janeiro quando foi levado dali para ouvir sua crudelíssima sentença de morte ”.

    Julgamento sumário de Frei Caneca. Detalhe de pintura (estudos) de Antônio Parreiras, 1918 (Museu Antônio Parreiras/Niterói, RJ)    

    Fora escolhido entre os presos o pardo Agostinho Vieira para ser carrasco, mas este recusou-se a cumprir essa determinação em decorrência do “caráter sacerdotal” do Frei Joaquim do Amor Divino Caneca. Nesse momento o carcereiro fez adentrarem ao cárcere soldados armados para o obrigarem a enforcar a vítima, mas mesmo assim ele manteve-se irredutível “apesar de lhe pisarem os peitos com os coices das granadeiras, deixando-o por morto; e repetia ele que o matassem, mas que tal desumanidade não cometeria! ”  

    “Dois homens pretos, que antes haviam sido na cadeia postos a ferro para assim os forçarem a ser algozes do condenado patriota religioso, sendo levados para junto da forca e daí tocados a coices d’armas, espaldeirados, nem por isso abateram-se à vileza, a que os queriam violentar. Então a Comissão Militar que havia ficado em sessão permanente, avisada desse embaraço ordenou que fosse o religioso fuzilado”.

    “O crioulo João da Costa Palma, sendo um dos soldados da patrulha e que bem conhecia a vítima em meio do caminho foi derrubado por uma síncope. Marcharam os outros soldados e mataram o mártir a tiros de espingardas” no dia 13 de janeiro de 1825, na sua terra, diante de seu povo.

    Pernambuco é um solo sagrado pois construiu sua História com o sangue de seus mártires, com sua independência do jugo holandês, com suas revoluções libertárias.

    Surubim tanto quanto os municípios de Limoeiro, Salgadinho, João Alfredo, Riacho das Almas, Cumaru e Frei Miguelinho que compartilham a ribeira do Capibaribe, assim como Taquaritinga, poderiam assinalar com algum marco comemorativo esse breve, mas significativo momento, em que Frei Caneca e as tropas da DIVISÃO CONSTITUCIONAL DA CONFEDERAÇÃO DO EQUADOR atravessaram seus caminhos desfraldando a bandeira da República.

     No entanto, nada disso foi realizado. Os prefeitos desses municípios e suas respectivas secretarias de educação, ignoraram inteiramente uma das páginas mais importantes da História de Pernambuco.

    Em Surubim, salvou-nos desse vexame a iniciativa do artista plástico e professor Severino Iabá. Ele, mesmo morando em Minas Gerais, mobilizou Mareval Nascimento, Mestre Joel Severino e alguns moradores das proximidades da Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe, distando uns poucos quilômetros do Capibaribe, para erigir no local uma escultura do Frei Caneca. Esse monumento de cinco metros de altura e de um de circunferência, em concreto armado, teve seu início no dia 29 de setembro e sua conclusão está prevista para o dia 13 de janeiro de 2025, data em que Frei Caneca foi morto em Recife.

     

     

  • Conjuntura Política: Estratégias de Campanha 1 – o modus operandi do PSB nas eleições de Surubim

    Em 2016, o então deputado federal Danilo Cabral acusou em vídeo e em entrevistas de rádio, adversários do PSB de terem quebrado uma tubulação para impedir que a água da barragem de Siriji chegasse a Surubim (Foto: Reprodução/ Blog do Finfa)

    Fernando F. Guerra 

    Concluindo alguns assuntos relativos ao modus operandi do PSB nas eleições de Surubim, abordamos suas estratégias de campanha às vésperas do pleito. Algumas delas foram desmascaradas depois. Exemplificamos a acusação de que seus adversários haviam quebrado as tubulações que trariam água do Siriji para resolver a falta d’água nas torneiras da nossa população, a poucos dias da eleição municipal de 2016.

    O momento era de crise hídrica.

    Soube-se depois que essa artimanha foi uma farsa. O pior é que a encanação do Siriji se transformou num grande elefante branco e hoje não tem mais serventia.

    Outras têm se repetido, ninguém tem bola de cristal para suas confirmações, mas a coincidência de fatos nos deixa intrigados. Em último caso, recomenda-se um banho de sal grosso a cada vez que se armarem o circo para novas caminhadas eleitorais.

    Reportemo-nos a campanhas passadas; numa delas, em 2012, Véia de Aprígio teve seu carro atingido por balas no percurso entre Limoeiro e Vitória de Santo Antão. Na campanha deste ano, o filho dela foi alvo de um atentado a balas em circunstâncias semelhantes e foi eleito vereador com ampla votação.

    Noutra, às vésperas do pleito de 2016, Ana Célia caiu num fosso, deixou de participar dos comícios e não teve dificuldades para vencer a eleição.

    É claro que os possíveis atentados a balas não partiram da cúpula da oposição como se quis insinuar. Seria a mesma coisa que os dirigentes de agremiações de futebol, em jogos de seus times, mandassem atirar pedras no campo em partidas de seus clubes realizadas “em casa”. Obviamente seriam punidos com perdas de mando de campo. Isso é elementar.

    Querer atribuir ao candidato adversário esses desmandos é apostar na ingenuidade da população.

    Sabemos que uma comoção pública às vésperas do pleito pode mudar o resultado de uma eleição e partidos políticos quando descobrem que estão perdidos valem-se desse expediente. Atentados aos candidatos ou a parentes próximos têm se tornado muito frequentes. Acontece que cada vez mais se acredita menos na veracidade dessas tentativas de crimes. Não entendam que estamos dizendo que esses atentados foram armações, mas, sim que o eleitorado tem perdido a crença na veracidade desses possíveis crimes.

    Complementando nossas considerações sobre o pleito de 2024, nos deteremos um pouco sobre a tentativa de influenciar os eleitores com as pesquisas de opinião pública, massivamente veiculadas às vésperas desta eleição para prefeito no município de Surubim.

    (Continuamos na próxima edição desta Conjuntura Política)

  • Conjuntura Política: algumas considerações sobre o pleito – PSB tropeça nos próprios erros

    Prefeita Ana Célia apresentou oficialmente durante convenção a vereadora Véia de Aprígio como candidata à sua sucessão (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    Fernando F. Guerra

    Já faz tempo que o PSB surubinense vem solapando a confiança de seu eleitorado. Assim foi com a indicação do deputado Vinícius Labanca que após eleito não botou os pés na cidade nem pra pagar promessas. Depois apresentou o filho de Zé Augusto, hoje deputado estadual, Rodrigo Farias, mas, sem brilho, numa época carente de lideranças.

    Isso se chama desperdício, gastar pólvora à toa.

     Nilton Mota Filho esteve como Secretário de Agricultura do Estado em governo anterior e o resultado é que nada fez em sua terra. Até mesmo a ADAGRO, sob a sua administração, teve a sede demolida e neste momento funciona em espaço inadequado tendo que pagar aluguel. Daí ressalta o nome de Danilo Cabral a quem se atribuem duas obras importantes que são a ETE e a sede do DETRAN no entanto, pertencem ao período de Eduardo Campos. Ele, atualmente é o Superintendente da SUDENE mas ninguém acredita que carreará para o município indústrias ou grandes benefícios que seu cargo poderia proporcionar. É dele a única esperança na salvação da lavoura da família Farias no município. Fora disso, o grupo mergulhará no esquecimento, podendo ressurgir na eleição para governador de João Campos.

    No pleito deste ano o PSB local não levou a sério a noção de engenharia política e perdeu a eleição!

    A indicação de um candidato à chapa majoritária depende de uma análise conjuntural e não pode se ater a um único referencial. Algo muito importante é saber que a contemplação do próprio umbigo, que se pode traduzir como narcisismo partidário, induz a erros primários. Os Farias, leia-se o PSB, ao apresentarem Véia de Aprígio como a sua candidata, partiram do princípio de sua fidelidade incondicional à família. É bom lembrar que a sigla neste caso é algo circunstancial, momentâneo. Caíram no mesmo erro do coronel Sebastião Rufino, em Bom Jardim, que indicou para prefeito na sua terra, nada mais nada menos que um personagem de sua absoluta confiança: Zé do Coronel. A liderança de Rufino desmoronou na terra dos paus d’arco.

    Talvez outras avaliações pudessem ter salvaguardado o poder político peesssebista surubinense. Candidatos que do meio da campanha para seu final viessem a empolgar o eleitorado. Nomes como Penélope ou mesmo o vereador Bomba, este, sobretudo depois da inauguração da nova Câmara.

    No caso, Véia de Aprígio é o outro lado de Ana Célia.  Sem traquejo social, cultural e mesmo político, sem oratória, sem carisma, não poderia prosperar, não teve chances de ganhar a classe média da cidade.

    Deu no que deu. Agora é juntar os cacos. Portanto, abriram-se as portas para Chaparral que, parece, veio pra ficar.