O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Domingo, 14 de Junho de 2026 01:49

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  • Sepultado idoso que foi atacado por garrote na zona rural de Surubim

    “Neco de Pretinho”, foi atacado quando espantava gansos que invadiram o curral (Foto: Reprodução/ Facebook)

    Foi sepultado no final da tarde desta sexta-feira (22), no Cemitério São José, em Surubim, o corpo do agricultor Manoel Francisco Cabral, de 79 anos, mais conhecido como “Neco de Pretinho”. Ele foi atacado na manhã da quarta-feira (20), por um garrote, na propriedade em que residia no Sítio Lagoa do Capim, zona rural do município. Segundo familiares, gansos entraram no curral em que o garrote estava, o idoso foi até o local para espantar as aves e teve o lado direito do abdômen perfurado por uma chifrada do animal. O ferimento foi tão extenso que a vítima ficou com as vísceras expostas.

    Ele recebeu os primeiros socorros em Surubim e foi transferido para o Hospital da Restauração (HR), no Recife, onde passou por uma cirurgia, mas faleceu na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), na tarde de quinta-feira (21).

    Ainda de acordo com parentes, a vítima dedicava atenção especial ao garrote. “A mãe desse bezerro caiu em um sauveiro e morreu quando ele tinha apenas três dias de nascido. Seu Neco então começou a cuidar dele, dando leite numa mamadeira e chegava até a se levantar de noite para alimentá-lo”, contou a vereadora Ivete Ramos do (PT), amiga da família, após conversar com a esposa do agricultor.

    O idoso era casado com a também agricultora, Severina Cecília, que presidiu o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Surubim, por 12 anos. Ele deixa seis filhos e uma filha, além de netos e um bisneto. O velório aconteceu na Casa Mortuária São José, no Centro da Cidade. O corpo chegou do Recife por volta das 14h.

    É a segunda morte este ano provocada por ataque de bovinos em Surubim. Na tarde do domingo, 29 de março, no Sítio Lério de Cima, também na zona rural, um idoso de 60 nos, conhecido por José Hilário foi encontrado caído no chão e levado para o Hospital São Luiz, onde já deu entrada sem vida. Ele foi atacado por um garrote quando estava colocando comida para os animais. José Hilário residia no Sítio Tabu, área rural do município.

  • Conjuntura Política: o circo pegou fogo – 2

    Presidente Jair Bolsonaro (sem partido) se dirige a jornalistas do lado de fora do Palácio do Planalto (Foto: Reprodução/ Estadão Conteúdo)

    Por Fernando Guerra

    Chegará o tempo em que falar de Bolsonaro será o mesmo que chutar cachorro morto, peço, portanto, desculpas aos nossos leitores por insistir nesse assunto e prenunciar um iminente final para esse governo.

    Os pontos fortes dessa gestão são os militares, os saudosistas da ditadura que se borram quando ouvem falar em comunismo, os evangélicos fundamentalistas que se apoiam na teologia da prosperidade e os grandes proprietários rurais. É verdade que o nosso agronegócio tem ajudado nossa economia, mas com fortes ressalvas dos ambientalistas, dos indigenistas, dos ecólogos, entretanto, é uma luz no fim do túnel e devidamente equacionado, ajustado a uma política não predatória, poderá render bons frutos ao país.

    Há de se ressaltar a existência de um contingente de patriotas que ingenuamente acreditaram num governo que iria acabar com a corrupção no país. Como estão vendo os próprios filhos do capitão envolvidos com milicianos e rachadinhas no legislativo, devem estar pensando duas vezes.

    Temos exemplos recentes de enganos eleitorais como foi o caso de Fernando Collor que de uma hora para outra apareceu como o caçador de marajás e engabelou todo mundo elegendo-se para o mais alto cargo político do país. Essas carreiras meteóricas tem iludido muitos desavisados e resultam em situações deploráveis.

    Contra Bolsonaro estão a classe artística, alvo primeiro de suas investidas, os jornalistas, constantemente desrespeitados, os democratas que veem em cada atitude sua uma afronta à liberdade e uma pavimentação ao golpe o que já não o fez porque o patrão Trump não o encorajou, as pessoas de bom senso, a intelectualidade nacional, os sindicatos rurais e agora, pasmem, a classe científica.

    O episódio envolvendo Mandetta e o Teich os dois últimos Ministros da Saúde do país deixou isso às claras. Enquanto esses ministros pautavam suas ações no combate à pandemia provocada pelo covid-19 seguindo orientações científicas defendidas pela Organização Mundial de Saúde – OMS e no recolhimento das pessoas no chamado isolamento social, o presidente mantinha e continua mantendo uma postura inversa desmanchando à noite o que se construía durante o dia. Nunca se viu isso em toda a história do poder político municipal, estadual e nacional. Algo fora de qualquer raciocínio equilibrado. Somente uma pessoa destrambelhada poderia ter semelhante comportamento. O resultado? Uma catástrofe! Milhares de mortos pelo coronavírus mais que a própria China. Nesse caminhar o Brasil ocupará em breve a segunda colocação nessa estatística macabra.  A falta de uma orientação é a própria falta de um governo. O país está à deriva.

    Em Surubim, nas décadas de 1940 e 1950 viveu um popular de quem se podia dizer que era a verdadeira personificação da ignorância. Em artigo anterior publicado no Correio do Agreste impresso, o ex-deputado federal Gonzaga Vasconcelos reportou-se ao mesmo cujo nome era Manoel Moço de quem pessoalmente já ouvira falar antes. Pois bem, pouco afeito à ciência, ele não acreditava de jeito nenhum em micróbios e não havia como demovê-lo dessa ideia. E para fechar a discussão, depois de muito tempo, ele abria a palma de sua mão e enfático arrematava: se existe micróbio mesmo, bote um aqui na minha mão que eu quero ver!

    O nosso presidente não acredita em ciência e, não tenho dúvidas, é mais um Manoel Moço que teremos de engolir enquanto estiver no poder tripudiando sobre a inteligência nacional.

  • Com diminuição de chuvas, nível da Barragem de Jucazinho se estabiliza em 33%

    Nível da barragem de Jucazinho tem subido pouco nos últimos dias (Foto: Divulgação/ Compesa)

    Com a diminuição das chuvas na região, o nível da Barragem de Jucazinho, localizada na zona rural de Surubim, se estabilizou em 33% ou 66.764.000 m³. Os números foram divulgados neste domingo (17) pela Agência Pernambucana de Águas e Clima (Apac). Nos últimos quatro dias, praticamente não houve variação, apesar do Rio Capibaribe permanecer com água.

    Para ser ter uma idéia, em março, num intervalo de apenas cinco dias, o manancial saiu de 0,84% para 10,35%, um acréscimo de 9,51%. Já na quarta-feira, 29 de abril, o reservatório acumulava 30,29% e levou 18 dias para chegar a 33%. Uma diferença de 2,71% para um período de quase três semanas.

    A barragem depende de chuvas nos municípios de Frei Miguelinho, Vertentes, Riacho das Almas, Toritama, Brejo da Madre de Deus e Jataúba para acumular água. Nestes locais, tem chovido pouco em maio, conforme mostra o acumulado de chuvas registrado pelo Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA). Veja os dados:

    Toritama – 32,6 mm
    Brejo da Madre de Deus – 21,5 mm
    Jataúba – 19,2 mm
    Santa Cruz do Capibaribe – 13,1 mm
    Vertentes – 12,9 mm
    Riacho das Almas – 0,0 mm
    Frei Miguelinho – 0,0 mm

    Além destas localidades, precipitações que ocorrem na área situada ao norte de Caruaru também influenciam no nível do manancial. Três riachos que cortam a zona rural daquele município, o Riacho da Onça, o Riacho Borba e o Riacho Carapotós, desaguam diretamente no Rio Capibaribe, abastecendo Jucazinho. O primeiro tem sua foz em Toritama e os dois últimos em Frei Miguelinho.

  • Policlínica Estefânia Farias tem quatro leitos ocupados por pacientes com sintomas de Covid-19

    Policlínica Estefânia Farias, localizada no Centro de Surubim, tem 23 leitos para tratamento de pacientes com Covid-19 (Foto: Reprodução/ Divulgação/ Prefeitura de Surubim)

    A Policlínica Estefânia Farias, unidade preparada pela Prefeitura de Surubim para receber pacientes com sintomas da Covid-19, está com quatro dos 23 leitos ocupados. No local, estão internadas pessoas que apresentam quadros moderados da doença, mas que precisam de assistência hospitalar. Segundo a Vigilância em Saúde do município, os pacientes evoluem de forma satisfatória.

    No boletim divulgado pela Prefeitura neste domingo (17), Surubim conta com 33 casos de Covid-19, sendo 21 pacientes em tratamento e isolamento, nove recuperados e três óbitos. 11 pessoas ainda aguardam resultados de exames. O bairro que apresenta mais casos é o Centro, com nove confirmações, seguido pelo São José com sete, e o São Sebastião com cinco. A Vigilância também informou que ampliou a capacidade de testagem tanto para os profissionais de saúde como para casos suspeitos, fato que impacta diretamente nas estatísticas.

    O aumento de casos reflete principalmente o baixo índice de isolamento social no município registrado nas últimas semanas, que chegou na sexta-feira (8/5), a preocupantes 38,1% e vem se mantendo na faixa dos 42%, quando o ideal é 70%. O crescimento da doença, neste momento, pode ser resultante de infecções que ocorreram há 14 dias, já que esse é o período que o vírus pode ficar no organismo sem manifestar sintomas.

    Para conferir o boletim epidemiológico completo clique aqui.

    Acompanhe o índice de isolamento social de todas as cidades do Estado clicando aqui.

  • Bom Jardim registra seis mortes por Covid-19; na 2.ª Geres, fica atrás apenas de Limoeiro em óbitos

    O município de Bom Jardim já registra seis mortes por Covid-19. A informação consta no Boletim Epidemiológico divulgado pela Prefeitura nesta quarta-feira (13). Na área da 2.ª Gerência Regional de Saúde (2.ª Geres), a cidade só fica atrás de Limoeiro no número de óbitos. Esta última, conta com nove falecimentos em decorrência da infecção pelo novo coronavírus. O boletim de Bom Jardim, informa ainda que três  novos casos foram confirmados de ontem para hoje totalizando 19 pacientes.

    Já João Alfredo teve um aumento de oito casos em relação à terça-feira (12). Agora são 24 e mais um óbito, que se soma a dois já registrados anteriormente. Segundo a Prefeitura, a vítima foi um homem de 69 anos, que morava no Bairro Asa Branca.

    Surubim confirmou mais três casos da doença no boletim desta quarta-feira (13). O número subiu para 18 confirmações. Confira na íntegra os boletins epidemiológicos destas cidades clicando aqui.

  • Surubim: acidente envolvendo caminhão e carreta deixa motorista ferido na PE-106

    Metade da cabine do caminhão foi destruída  na colisão. O motorista ficou preso nas ferragens (Foto: Reprodução/ Facebook/Matuto Fuxiqueiro)

    Um acidente no final da manhã desta quarta-feira (13), na Rodovia PE-106, que dá acesso à Vertente do Lério, deixou uma pessoa ferida. Um caminhão (placas KFY 1995) bateu na lateral de uma carreta (placas TAH 7155), na comunidade do Lério de Cima, zona rural de Surubim. O motorista do caminhão, identificado como Arnaldo Rodrigues de Lima, 21 anos, residente na comunidade de Samambaia, zona rural de Santa Cecília (PB), ficou preso nas ferragens. Com ferimentos no braço e na perna, ele foi atendido por uma equipe do Corpo de Bombeiros e outra do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

    O local onde ocorreu a colisão é conhecido pela quantidade de acidentes. Moradores da comunidade têm, inclusive, feito apelos constantes às autoridades, para que sejam implantadas lombadas naquele trecho de curvas e declives acentuados. Como a rodovia é estadual, a instalação de redutores de velocidade é responsabilidade do Departamento de Estradas de Rodagem (DER).

  • Novo coronavírus se espalha pela região; Casinhas e Vertente do Lério confirmam primeiros casos

    Exatamente dois meses após a confirmação dos primeiros casos de Covid-19 em Pernambuco os únicos municípios da região que ainda não tinham pessoas contaminadas pela doença eram Casinhas e Vertente do Lério, mas a situação mudou nesta terça-feira (12) com a confirmação de um caso em cada um deles.

    Agora o novo coronavírus já chegou a todas as cidades vizinhas a Surubim.  O destaque é para Frei Miguelinho, com 34 confirmações e três mortes. João Alfredo tem 16 casos e duas mortes. Santa Maria do Cambucá, três confirmações, Orobó três, Salgadinho seis, Riacho das Almas um e Cumaru dez. Bom Jardim também tem casos confirmados e óbitos já registrados, mas a reportagem não teve acesso ao último boletim divulgado pela Secretaria de Saúde do município.

    Surubim contabiliza 15 confirmações, incluindo três óbitos e seis curas clínicas. Os dois boletins divulgados pela Prefeitura hoje, indicam a quantidade casos e as localidades de residência dos pacientes. A maioria dos casos são na cidade, apenas dois aparecem na zona rural, nas localidades de Diogo e Mimoso. A Policlínica Estefânia Farias, local preparado para receber pessoas com sintomas da doença está com dois, dos 23 leitos ocupados.

    Clique aqui e confira os boletins desta terça-feira (12) publicados nas redes sociais da Prefeitura de Surubim.