O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Sábado, 13 de Junho de 2026 05:39

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  • A presença de Frei Caneca em Surubim

    Fernando Guerra editor do Correio do Agreste, Mareval Nascimento representante do Centro Cultural Casa-Grande Fazenda Cachoeira do Taépe e Severino Iabá criador do espaço Memorial dos Severinos durante a Roda de Conversas na Cachoeira do Taépe (Foto: Divulgação/ Reprodução)

    Não fosse o artista Severino Iabá, Surubim não teria registrado, à altura, o bicentenário da passagem pelo seu território, de Frei Caneca e das tropas confederadas. Por sinal, nenhum dos municípios pernambucanos que serviu de cenário para esse episódio histórico, teve alguma compreensão de sua importância. Não se tem notícia de que houve qualquer manifestação cívica nessas localidades, desde Goiana a Limoeiro e daí por diante até a serra da Taquaritinga quando, de lá, os confederados tomaram o rumo da Paraíba e seguiram até o Ceará.

    Tudo ficaria resumido ao levantamento histórico do editor deste jornal Correio do Agreste, Fernando Guerra, que abordou a passagem das tropas confederadas pelo município em 1824 em seu pequeno ensaio “O Agreste Setentrional e a Confederação do Equador”.

    Segundo o próprio Iabá a iniciativa de construir um marco memorando a esse feito se deveu à leitura desse trabalho que, por falta de compreensão das autoridades educacionais não foi divulgado nos educandários do município. Por sorte, os jornais on line O Poder e o Correio do Agreste publicaram em forma de capítulos, dia a dia, o movimento das tropas desde o Engenho Poço Comprido onde se encontravam 3 mil pessoas até às abas da serra da Taquaritinga.

    Esse trabalho conclamava os administradores públicos das localidades por onde seguiram as divisões confederadas a assinalarem, pelo menos com placas alusivas, a passagem das tropas republicanas pelos seus municípios. O que se viu foi o mais completo desinteresse dos prefeitos e de seus respectivos assessores educacionais o que não se pode atribuir ao descaso, mas sim à ignorância dos valores históricos pernambucanos.

    A tarde do dia 13 de janeiro na Fazenda Cachoeira do Taépe foi recheada de momentos que relembraram o mártir Frei Caneca. Desde seus descendentes vindos de Recife como os pentanetos Rui, Sílvio e Robson Caneca e até de Fortaleza como a escritora Jane Caneca, tetraneta, ao lançamento do livro “Typhis 30” de autoria de Cláudio Caneca igualmente tetraneto do mártir pernambucano.

    Na roda de conversa o cineasta João Marcelo Alves discorreu sobre o momento em que os republicanos foram atacados de surpresa na localidade de Couro Dantas resultando na morte de inúmeros republicanos entre os quais o português João Soares Lisboa, jornalista que abraçara a causa da liberdade e foi sepultado às margens do Capibaribe.

    Fernando Guerra reportou-se às origens da Fazenda Cachoeira do Taépe que tem como seu mais antigo proprietário o capitão José Francisco de Arruda. Ele, em alguns momentos foi confundido com seu filho o tenente coronel José Francisco de Arruda, o conhecido Zezé da Cachoeira.

    Guerra enfatizou em seu relato que ao percorrer o caminho margeante ao rio Capibaribe, Caneca e as tropas confederadas atravessaram a Fazenda Cachoeira do Taépe que se limitava ao norte com esse que é o mais pernambucano de todos os rios do estado.

    Após essa roda de conversa, já em início da noite, todos se dirigiram em cortejo com o grupo do Boi Surubim, ao som de sua banda de pífanos, até a estátua de Frei Caneca. Ali Severino Iabá fez suas considerações sobre o evento, agradecendo a todos que o ajudaram e convidou aqueles que se envolveram na construção desse marco para procederem o descerramento do mesmo inaugurando-o. Depois o ator Adriano Cabral encenou a performance “O Amor Divino Pela Liberdade” e, concluindo, Noé da Ciranda fechou a noite ao ritmo da ciranda e do coco com as pessoas dançando em torno da estátua de Frei Caneca.

  • Bicentenário da morte de Frei Caneca é registrado em Surubim com escultura

    Roda de ciranda após a inauguração da estátua de Frei Caneca, na zona rural de Surubim (Foto: Reprodução/Whatsapp)

    Os 200 anos do fuzilamento do grande líder da Confederação do Equador, Frei Caneca, crime perpetrado pelas forças do Imperador Pedro I, no dia 13 de janeiro de 1825 na cidade do Recife, mereceu uma homenagem significativa em Surubim.

    Na Fazenda Cachoeira do Taépe, nesta segunda-feira 13 de janeiro, foi inaugurada uma escultura simbolizando o grande mártir pernambucano Frei do Amor Divino Caneca, com seis metros de altura, realizada em cimento e concreto, em forma totêmica. A sua concepção se deve ao artista Severino Iabá, tendo sido construída conjuntamente com o Mestre Joel Severino e as participações de Sebastião Xavier da Silva e José Wilson Silva de Lima. Segue essa obra de arte a mesma linha estilística dos bonecos de mamulengo em cimento do Parque Memorial dos Severinos no bairro de Lagoa Nova na cidade de Surubim criado por Iabá.

    Faz-se bem ressaltar que ele é o grande mentor dessa homenagem. Embora residindo na grande Belo Horizonte, em Minas Gerais, anualmente retorna à sua terra para agitar o cenário de cultura local. Faz cinco anos que realiza o Festival Mamulengá no Parque que criou conjuntamente com seus familiares valorizando as manifestações de natureza folclórica. Nesta versão teve o apoio do Sesc-Ler, do Centro Cultural Casa-Grande Cachoeira do Taépe e do Memorial dos Severinos.

    Neste ano além dos cortejos com bois de carnaval, apresentações de mamulengo, bandas de pífanos, ciranda e coco comandados pelo artista Noé da Ciranda, realizaram-se também performance-poética, oficinas de dança e coco, oficinas de poesia, música, literatura, apresentação de grupos de reisado e de caboclinhos. Os duzentos anos da passagem das forças confederadas pelo município de Surubim e do arcabuzamento de Frei Caneca foi intensamente comemorada com destaque para a performance “O Amor Divino Pela Liberdade” encenada pelo ator recifense Adriano Cabral, as rodas de conversas, a intervenção poética com Adriele Silva reportando-se ao Auto do Frade do poeta João Cabral de Melo Neto e tendo a sua culminância com a inauguração da escultura de Frei Caneca.

    O V Mamulengá teve uma extensa programação que se iniciou no dia 11 de janeiro se desenrolando nas ruas da cidade, Sesc Ler, Memorial dos Severinos e sendo concluído de forma apoteótica com a inauguração no dia 13 do monumento a Frei Caneca nas proximidades da Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe.

    Roda de conversa na Casa-Grande: mesa formada pelo cineasta João Marcelo Alves, Lylli Quadros, Fernando Guerra, Mareval Nascimento representando o Centro Cultural Casa-Grande Cachoeira do Taépe, artista plástico Severino Iabá, escritora Jane Caneca e o poeta cearense Davi Moura (Foto: Divulgação/ João Pedro)

    História

    Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe (Foto: Reprodução/ Criatório Fábio Santos)

    Há de se ressaltar que o mais antigo proprietário da Fazenda Cachoeira do Taépe que se tem conhecimento é o Capitão José Francisco de Arruda. Ele era um português que enriquecera com algodão e na Revolução Pernambucana de 1817, com outros vereadores de Limoeiro foi preso e deportado para a prisão de Salvador onde foi humilhado nas masmorras da capital baiana. Ali já se encontravam presos outros heróis pernambucanos inclusive Frei Caneca. Anistiados, os dois tomaram rumos diferentes.

    Quando a Coluna republicana passou por Pedra Tapada, seus líderes receberam um oficio subscrito pelo Capitão José Francisco, “comandante da força de Malhadinha”, portanto, a serviço do Império, requerendo que depusessem as armas e oferecendo a proteção do governador das armas de Pernambuco, admoestado e diante da determinação das forças republicanas, Arruda consentiu que as tropas passassem em paz.

    Após acamparem no dia 28 de setembro em Malhadinha, por todo o dia 29 de setembro de 1824 as tropas da Confederação do Equador atravessaram terras da Fazenda Cachoeira do Taépe, margeando o rio Capibaribe e pernoitaram depois do Chéus na localidade de Bateria, ainda no atual município de Surubim.

    Esse episódio coloca Surubim e outros municípios pernambucanos no mapa da história do Brasil pela sua importância histórica e seu desfecho dramático.

  • Festa de São Sebastião em Surubim sem fogos com estampido

    Festa de São Sebastião em Surubim este ano não tem fogos com estampido (Foto: Prefeitura de Surubim/ Divulgação)

    Nos seus quase 100 anos de existência, esta é a primeira vez que a Festa de São Sebastião em Surubim é realizada sem fogos com estampido. As barulhentas girandolas nas primeiras horas da manhã e à noite foram abolidas. São novos tempos!

    A iniciativa partiu do promotor de Justiça, Dr. Garibaldi Cavalcanti Gomes da Silva, que sensibilizado com o depoimento de uma mãe de uma criança autista, realizou uma reunião ainda no ano passado, com os padres das duas paróquias de Surubim para debater o assunto. No final do encontro, ficou acordada a necessidade de conscientização da sociedade, a respeito dos transtornos que o barulho de fogos podem causar, à pessoas atípicas, idosos, enfermos e animais de estimação como cães, gatos e aves.

    É um avanço importantíssimo! Fogos podem ser utilizados, mas apenas luminosos. Com essa medida, Surubim e as outras duas cidades da Comarca, se alinham às mobilizações que vêm acontecendo nacionalmente e até mesmo se antecipam às legislações que tramitam no Congresso Nacional sobre o tema.

    Que o exemplo seja seguido por organizadores de eventos em outros municípios!

    Ainda sobre a festa…

    Nesta terça-feira (14), a Prefeitura de Surubim anunciou oficialmente a programação de shows que vão acontecer no Pátio da Usina. No sábado (18) sobem ao palco Gatinha Manhosa e Raphaela Santos. No domingo (19), será a vez de Iguinho e Lulinha e Michele Andrade. Na segunda-feira (20), o padre Alessandro Campos encerra a festividade. As apresentações nos três dias, tem início às 21h.

  • Surubim: veja a programação religiosa da 99.ª Festa de São Sebastião

    Logomarca da Festa de Sebastião de Surubim (Foto: Reprodução/ Instagram)

    Neste sábado (11) terá início um dos eventos mais tradicionais de Surubim, a quase centenária Festa de São Sebastião, que chega este ano à sua 99.ª edição e terá como tema: “Com São Sebastião, somos Peregrinos de Esperança, rumo ao Centenário de Fé e Tradição”. A abertura da programação acontece às 18h30 com a Procissão da Bandeira, saindo da Rua Luiz Gonzaga, n.º 17, no Bairro São Sebastião (rua com entrada em frente à Ponto Frios Alimentos, na Rodovia PE-90) em direção à Igreja Matriz. Às 19h, haverá a Recitação do Terço e às 19h30, a Santa Missa.

    O novenário segue até o dia 19 de janeiro, com celebrações pela manhã e à noite. A festa termina na segunda-feira, 20 de janeiro, Dia de São Sebastião e feriado municipal. Na programação do último dia do evento, acontecerá às 10h a Solene Celebração Eucarística presidida por Dom Francisco de Assis Dantas de Lucena, Bispo Diocesano de Nazaré e às 16h, Missa de encerramento, seguida da Procissão com a Imagem de São Sebastião percorrendo as ruas da cidade. Após o cortejo, será realizada a Benção do Santíssimo Sacramento no pátio da Igreja Matriz de São Sebastião.

    Até a publicação desta matéria a programação cultural incluindo os shows em praça pública, ainda não havia sido divulgada oficialmente pela Prefeitura. Confira a programação religiosa na íntegra clicando aqui.

  • 5.° FestMamulengá será realizado de 11 a 13 de janeiro em Surubim

    Fazenda Cachoeira do Taépe, na zona rural de Surubim, receberá atividades do festival (Foto: Reprodução/ Criatório Fábio Santos)

    Nos dias 11, 12 e 13 de janeiro, será realizado em Surubim o 5.° FestMamulengá, evento cultural que contará com uma extensa programação. Este ano, o homenageado é Joaquim do Amor Divino Rabelo (Frei Caneca), líder  e mártir da Confederação do Equador de 1824.

    Diferente das edições anteriores, as atividades culturais acontecerão em vários pontos da cidade: no Memorial dos Severinos, na feira livre, no Sesc Ler e na Fazenda Cachoeira do Taépe, informa a organização.

    Ainda segundo os organizadores, já estão confirmadas a participação de artistas e grupos de Fortaleza, Natal, Recife, Caruaru, João Alfredo, Vertente do Lério e Surubim.

    O evento é promovido pelo coletivo “Os Severinos do Memorial” em parceria com o Sesc Ler Surubim e o Centro Cultural Casa Grande da Cachoeira de Taépe.

    O Mamulengá é um festival de cultura popular criado em 2020, na inauguração do Memorial dos Severinos,  “uma obra de arte dedicada as vidas severinas do mundo e ao mamulengo”, explica a organização.

    O evento acontece todos os anos no mês de janeiro reunindo artistas e grupos culturais da região ligados a cultura popular. Confira a programação completa clicando aqui.

    Serviço: 5.° FestMamulengá Surubim 2025

    Dias: 11, 12 e 13 de janeiro

    Local: Memorial dos Severinos, feira livre de Surubim, Sesc Ler Surubim e Fazenda Cachoeira do Taépe.

    Informações: (31) 9-9171-1314

  • Surubim registra primeiro homicídio do ano

    Cleiton estava desaparecido desde o último sábado (4), quando saiu para trabalhar (Foto: Reprodução/ Whatsapp)

    Na manhã desta terça-feira (7) um corpo em estado de decomposição foi encontrado próximo à subestação da Neoenergia, localizada no Bairro São José, em Surubim. A vítima foi identificada como Cleiton Willamis da Silva Vasconcelos, de 35 anos. Segundo familiares, ele era guarda noturno (realizava rondas motorizadas) e estava desaparecido desde o sábado (4), quando saiu para trabalhar.

    Cleiton residia na Avenida Dom Helder Câmara, no mesmo bairro e havia saído da penitenciária há pouco tempo, informaram os parentes. O corpo foi encontrado com os pés e as mãos amarrados e apresentava marcas de disparos de fogo. Após o serviço da perícia no local do crime, o cadáver foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), em Recife.

    A Delegacia de Polícia Civil de Surubim já iniciou as investigações do assassinato mas até agora não foram divulgadas informações sobre autoria e motivação do crime. Este é o primeiro homicídio do ano registrado no município.

  • Informação sobre terceiro homicídio em Santa Maria do Cambucá é fake

    A informação que circula nas redes sociais (e foi publicada até em blogs) sobre um terceiro homicídio em Santa Maria do Cambucá no final de semana, é fake (falsa). A cidade começou o ano com o registro de dois homicídios em menos de 24h. O primeiro aconteceu na noite do sábado (4), na Rua 6 de janeiro, por trás do Mercado Público e teve como vítima Igor de Andrade Silva, de 26 anos. Ele era ex-presidiário e foi morto com quatro disparos de arma de fogo.

    O segundo assassinato foi na manhã do domingo (5), na conhecida Rua da Compesa. O fotógrafo Marcelo Cleyton Rodrigues dos Santos, de 47 anos, foi morto a tiros enquanto pilotava uma moto. Nos dois casos ainda não há informações sobre autoria e motivação.

    A “fake news” sobre um terceiro assassinato começou a circular na tarde do domingo. A suposta vítima se chamava “Roque”, que teria sido morta por disparos de arma de fogo na zona rural do município e morrido no local. A informação era acompanhada da foto de um homem. O fato foi desmentido pelas polícias Civil e Militar.