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Quarta-Feira, 1 de Abril de 2026 12:27

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  • Opinião (II): o outro lado do Desfile das Virgens

    Polo Mário Júnior funcionou na Avenida São Sebastião na noite da sexta-feira (16/2) (Foto: Divulgação/ Prefeitura de Surubim)

    Por Fernando Guerra

    Nem só de Desfile das Virgens vive o carnaval de Surubim. Por sinal, esse evento tem sua denominação originada de um bloco que circulava pela cidade no domingo seguinte ao carnaval com uma rapaziada vestida de mulher, onde a tônica era a irreverência e o deboche. Desse grupo não sobrou absolutamente nada, nem ninguém. Mário Júnior, embora não tenha sido o fundador do bloco foi quem manteve a chama acesa e presenciou aquela brincadeira transformar-se na maior festa de rua surubinense.

    Nesse momento, meia dúzia de gatos pingados e uns dez travestis que perambularam pela avenida, vestidos à caráter, esparsamente perdidos na multidão ainda lembraram os tempos iniciais do festejo. Sob os olhares coniventes e de completo respeito à diversidade divertiram-se o quanto tinham de direito.

    É preciso, entretanto, observar com atenção o outro lado dessa festa momesca que vem criando importância com o apoio da municipalidade, sob o comando da prefeita Ana Célia e do diretor de cultura Maurício Barbosa atentos e dedicados às manifestações folclóricas e ao surgimento de novos blocos e bandas de frevo.

    A Banda Capiba (Grupo Capiba) e a Orquestra Instrumental Surubinense vieram enriquecer o cenário carnavalesco da cidade e foram devidamente contempladas pelo poder público.

    A atuação da Secretaria de Cultura teve início desde as prévias, com destaque para o Baile Municipal, passando pelo carnaval propriamente dito, com os polos de Lagoa da Vaca e Jucá Ferrado. Quanto ao momento carnavalesco surubinense que acontece após a Quarta-Feira de Cinzas o destaque foi para a criação de três polos de animação que deram uma consistência alternativa com forte apelo para a identidade musical pernambucana.

    O Polo Imaginário Popular Mário Júnior, em frente ao Clube Independência, na sexta-feira, 16/2, deu um destaque merecido a Noé da Ciranda, talento de nossa cultura que se apresentou no local. Após a apresentação foliões e blocos líricos desceram a Avenida São Sebastião até o Pátio da Usina onde foi montado o palanque principal, denominado Capiba. Ali a Prefeita Ana Célia deu por iniciado o Carnaval de Surubim tendo aproveitado o momento para homenagear as memórias de Mário Júnior e Maria do Carmo Guerra. Esses dois personagens contribuíram para o carnaval surubinense. Mário foi, sem dúvidas, o grande responsável pelas realizações dos Desfiles das Virgens enquanto Carmo Guerra resgatou com o bloco A Pisada É Essa os antigos carnavais da cidade e deu início aos blocos líricos em Surubim.

    Após esse momento, a animação ficou por conta da Orquestra Capiba, Banda Sassarico e o cantor Almir Rouche.

    No sábado, realizou-se o cortejo dos blocos líricos Com Você no Coração, Pierrot de São José, Folguedos de Surubim e A Pisada É Essa que desceram a Av. S. Sebastião, apresentaram-se no palco da usina e seguiram para o Polo Carmo Guerra montado à Rua Maria Barbosa, ao Lado do Restaurante Capitu. Em seguida continuaram a descer a avenida os blocos Eu Pulei, Kifolia, Boteco Cabaceira, 40 Graus e Surpresa que ficaram à frente do Palco Principal, denominado Polo Capiba onde animava a noitada a Família Salustiano e a Orquestra New Frevo.

    Os blocos líricos cantaram e dançaram no Polo Carmo Guerra onde logo depois, realizou-se um show com o cantor Geraldo Maia interpretando musicas carnavalescas de Capiba. Mesmo sob uma chuva contínua esse espaço alternativo demonstrou que enriqueceu o carnaval com as portas que abriu para a poesia, mostrando ser possível vivenciar os velhos e saudosos carnavais que o tempo reluta em deixar no passado.

  • Homem morre atingido pelo próprio veículo em João Alfredo; irmã do prefeito de Vertente do Lério é atropelada em Surubim

    Severino da Água (no detalhe) tentou segurar o veículo com as mãos mas terminou sendo atropelado e faleceu no local (Foto: Reprodução/ WhatsApp)

    Dois acidentes ocorridos na manhã desta quarta-feira (21), tiveram grande repercussão nas cidades de Surubim e João Alfredo. O primeiro deles ocorreu por volta das 6h, na Rua Antônio Alves dos Santos, no Bairro Dona Donzinha, em João Alfredo. O vendedor de água mineral, Severino de Medeiros Oliveira, 62 anos, mais conhecido por “Severino da Água”, morreu atropelado pelo próprio veículo. Ele estava realizando um conserto no carro, uma picape Toyota, placa HVR 1549, quando o veículo soltou-se do macaco que o suspendia e começou a descer a rua em que estava estacionado. A vítima ainda tentou segurar o automóvel com as mãos, mas terminou sendo atropelada e morreu no local. A picape só parou quando colidiu com um poste de iluminação pública.

    Já em Surubim, uma irmã do prefeito de Vertente do Lério, Renato Sales, foi atropelada na Rua Oscar Loureiro, no Bairro da Cabaceira, próximo ao Restaurante “O Barão”. Testemunhas informaram que Maria José Lima de Sales, de 57 anos, moradora do mesmo bairro, atravessava a rua quando foi atingida por uma motocicleta, placa PGX 5769, que era conduzida por Wendel Caio Menezes da Silva, 26 anos, residente no Centro da cidade.

    Com o impacto da colisão, a mulher ficou caída no meio da via, enquanto o condutor da moto foi arremessado para um dos canteiros da rua. As vítimas foram socorridas pelo Corpo de Bombeiros e Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência). Maria José foi encaminhada para o Hospital São Luiz, onde deu entrada em estado grave na emergência da unidade de saúde com hemorragia, traumatismo craniano e fratura em uma perna. Após os primeiros atendimentos, ela foi entubada e transferida para o Hospital da Restauração, em Recife. Wendel Caio foi levado para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no Bairro do Coqueiro, apresentando escoriações mas com quadro de saúde estável.

  • Chuvas ainda são insuficientes para tirar Jucazinho do colapso

    Mesmo com chuvas fortes na região, Barragem de Jucazinho permanece seca (Foto:Arnaldo Carvalho/ JC Imagem)

    A temporada de inverno só tem início oficialmente a partir de março, mas as chuvas que vem caindo nestes dois primeiros meses de 2018, trazem a expectativa de que o período de estiagem severa parece estar chegando ao fim, confirmando a previsão de especialistas para este ano. Se as pancadas de chuva que tem ocorrido até agora, animam o homem do campo, que em algumas localidades já começa a plantar, por outro lado, foram insuficientes para tirar a Barragem de Jucazinho do colapso.

    No último final de semana choveu bem nos municípios da Bacia do Capibaribe, que contribuem diretamente para acumular água no manancial. As chuvas mais fortes ocorreram em Santa Cruz do Capibaribe nos dias 16 e 17/2, onde choveu 56,8 mm; Toritama com 55,5 mm (17 e 19/2) e Frei Miguelinho registrando 37,1 mm no dia 17/2, mas a terra está tão seca que até agora as precipitações não foram capazes de fazer a água “descer” em direção ao reservatório. Quem passa pela ponte da BR-104 em Toritama, vê o Rio Capibaribe com água, paisagem já bem diferente do período agudo de seca, no entanto, o pouco que existe está represado em pequenas barragens, sem formar nenhum tipo de correnteza.

    Resta esperar que os índices pluviométricos anotados nestes 51 primeiros dias do ano, na Região Metropolitana de Recife e na Mata Sul do Estado, considerados superiores à média histórica, possam ocorrer aqui também no Agreste Setentrional, só assim o cenário mudará em Jucazinho.

  • Opinião: o túmulo do Frevo

    Os paredões de som foram utilizados pelos blocos e também estavam presentes em quase todas as esquinas da Avenida São Sebastião (Foto: Reprodução/ YouTube)

    Por Fernando Guerra

    Se Vinícius de Moraes estivesse entre nós e fosse um defensor das legítimas expressões da musicalidade pernambucana de cunho carnavalesco, após assistir o Desfile das Virgens no domingo (18/2), certamente diria que a Avenida São Sebastião é o túmulo do Frevo.

    A solicitação do Conselho Municipal de Cultura encaminhada e acolhida pelo Ministério Público e que passou a integrar o TAC (Termo de Ajustamento de Conduta), exigindo que cada Trio Elétrico executasse um mínimo de 25% de frevo no repertório, foi a mesma coisa que “passar manteiga na venta de gato”.

    Nenhum dos Trios que participaram de nosso carnaval e suas respectivas Bandas tocaram o ritmo pernambucano entre a Rua Malaquias Guerra e a Igreja de S. Sebastião, parte das mais importantes do trajeto do cortejo da folia, local onde se encontrava a cobertura jornalística do Correio do Agreste.

    Imaginava-se que neste ano fosse possível reverter o desastre dos anos anteriores quando o carnaval da Bahia foi transplantado com malas e bagagens para Surubim. Mas, ao que parece, isso não se deu. E, como se não bastasse, em cima da queda veio o coice. O Bloco Soute trouxe uma inovação para a avenida. Sob o comando do DJ Gutto Ferreira esse Trio engrossou o caldo da descaracterização tocando ritmos de boate como Dance Music, Pancadão, etc. Um samba do crioulo doido.

    Esse evento, chamado de Desfile das Virgens, prima pela falta de identidade cultural e, quando abre espaço para os chamados paredões de som, aí descemos vários degraus no rumo da imoralidade, com músicas de conteúdo sexual, beirando ao indecoroso, verdadeiro atentado aos padrões mínimos de civilidade.

    Esses paredões de som deveriam merecer um tratamento de choque, ser banidos dessa festa e procurar outro espaço para a destilação dessa paupérrima musicalidade e letras absolutamente desprovidas de poesia. Interferem e desvirtuam todo o planejamento de se fazer uma festa típica de cunho essencialmente popular.

    Como todos conhecemos, até hoje, nunca se promoveu no país, em tempo algum, um show de rock movido ao nosso autêntico baião. Cada macaco no seu galho.

    Em nenhum dos melhores carnavais do país, como em Olinda, Recife, Salvador ou Rio de Janeiro se permite uma intervenção sonora no percurso dos cortejos carnavalescos. Aqui em Surubim é essa “zorra”, tudo pode. Chegou a hora de intervir, dar um freio de arrumação nessa bagunça.

    Quem está de fora não percebe a complexidade de realizar um evento de grande porte como o Desfile das Virgens, com seus cacoetes de muitos anos, imprevistos como a ausência do Bloco 14 Bis pela irresponsabilidade do cantor André Marreta, criando uma lacuna no desfile, entre tantos outros detalhes que aparecem sucessivamente. Há, entretanto, uma clara percepção de que se pode melhorar desde que sejam corrigidas as falhas aqui relatadas.

    As atrações de qualidade inferior aos anos passados quando vieram Alceu Valença, Elba Ramalho, Fafá de Belém, por exemplo, e que são indicações da Fundarpe, foram trocados por um Geraldinho Lins cuja identificação artística remete ao São João,  igualmente pesaram no conjunto do festejo.

    Faz bem ressaltar a valorização dos nossos artistas, dos focos carnavalescos como Jucá Ferrado e Lagoa da Vaca, a criação dos novos polos de folia, aspectos que enriqueceram o nosso carnaval e que merecem uma avaliação à parte.

  • Homem é assassinado a tiros dentro de borracharia no Diogo, em Casinhas

    Do Blog Mais Casinhas

    Um homem foi assassinado na manhã desta quarta-feira (14/02) dentro de uma borracharia na comunidade do Diogo, no município de Casinhas. O estabelecimento onde aconteceu o crime fica localizado na Rua Manoel Pereira da Silva, ao lado do Posto de Atendimento dos Correios. Pedro Augusto de Lima, mais conhecido como “Pedro Borracha”, de 53 anos, foi morto a tiros por dois homens que chegaram ao local numa moto. Ele morava com a filha menor de idade, que não se encontrava no local no momento do crime. Trata-se do primeiro homicídio de 2018 registrado no município de Casinhas.ma

  • No Carnaval de Surubim, repertório dos trios elétricos deve ter 25% de frevo

    A cada quatro músicas executadas nos trios elétricos, uma tem que ser frevo, conforme documento assinado entre representantes de blocos e o MPPE (Foto: Reprodução/ YouTube)

    Este ano, o repertório dos trios elétricos no Carnaval de Surubim ou Desfile das Meninas Virgens, como é mais conhecido, terá uma novidade: a obrigatoriedade de ter 25% de frevos, ou seja, a cada quatro músicas tocadas, uma deverá ser o autêntico ritmo pernambucano. A determinação está no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado entre o Ministério Público de Pernambuco (MPPE),  representantes dos blocos e os organizadores do evento.

    A sugestão foi do Conselho Municipal de Cultura, encaminhada através de ofício destinado ao promotor de Justiça, Garibaldi Cavalcanti. Caso os blocos desobedeçam a regra, irão sofrer penalidades como o pagamento de multa, conforme prevê o documento. A obrigação dos trios elétricos tocarem frevo no Carnaval de Surubim, terra natal do mais famoso compositor do gênero no país – Capiba, chegou a ser debatida na Câmara de Vereadores do município, mas nunca foi colocada em prática.

    Outra sugestão idealizada pelo conselho e acatada, desta vez pela Prefeitura, foi a criação de novos polos carnavalescos. Vão funcionar nesta edição da festa, o “Polo Imaginário Popular Mário Júnior” que irá acontecer na concentração do Cortejo Cultural da sexta-feira (16), em frente ao Clube Independência, na Avenida São Sebastião, tendo como atrações o Bloco Compositores e Foliões e Noé da Ciranda e o “Polo Carmo Guerra”, com programação no sábado (17), na Rua Maria Barbosa, a rua do Restaurante Capitu, onde serão realizadas as apresentações dos blocos líricos e do cantor Geraldo Maia, que fará um show só com músicas de Capiba, homenageado do Carnaval. A terceira proposta do conselho, aceita também de imediato pelos organizadores, foi a de que o palco principal da folia, montado no Pátio da Usina, recebesse o nome de “Palco Capiba”.

    O Carnaval de Surubim acontece de 16 a 18 de fevereiro e contará com dois trios elétricos no sábado (17) e nove no domingo (18), além de blocos líricos e grupos culturais como maracatus e caboclinhos. Confira a programação completa clicando aqui.

  • Fevereiro: Compesa antecipa início do abastecimento em Surubim e Casinhas

    A Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) antecipou o início do abastecimento para as cidades de Surubim e Casinhas este mês. A água começa a chegar nas torneiras mensalmente no dia 17, mas  agora em fevereiro a população deve ser abastecida a partir do dia 15. A alteração das datas de abastecimento, foi realizada por causa do Carnaval de Surubim, que ocorrerá entre os dias 16 e 18, período no qual a cidade recebe milhares de turistas.

    Pelo calendário anterior, bairros como o São Sebastião, por onde desfilam os blocos carnavalescos, iriam ser abastecidos no dia 19, portanto depois do evento, o que poderia causar transtornos para os moradores e visitantes. Casinhas não tem carnaval nesta época, mas como a cidade é abastecida pela mesma rede de Surubim, também teve as datas antecipadas. Confira o calendário dos dois municípios clicando aqui .