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Segunda-Feira, 8 de Junho de 2026 01:46

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  • Obras da barragem de Jucazinho serão retomadas

    Haverá uma audiência pública em Caruaru para discutir os problemas de Jucazinho (Foto: Aluísio Moreira/ Divulgação)

    Do Diário de Pernambuco

    As obras de recuperação da Barragem de Jucazinho, localizada no município de Surubim, no Agreste pernambucano, serão retomadas no início da próxima semana. A ordem de execução dos serviços foi dada na última quarta-feira pelo Tribunal de Contas da União (TCU), diante da necessidade emergencial de recuperar partes da estrutura. As obras estavam paradas há três meses, por recomendação do próprio TCU, que havia solicitado complementações ao projeto, entre elas uma intervenção imediata na bacia de dissipação para dar maior estabilidade à barragem.

    No próximo dia 18, haverá uma audiência pública em Caruaru para discutir os problemas de Jucazinho, a maior barragem do Agreste e terceira maior do estado. Essa nova etapa das obras de recuperação tem prazo de conclusão de 12 meses, com orçamento previsto de R$ 38 milhões. A ordem de serviço foi assinada pelo diretor de Infraestrutura Hídrica do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), Roberto Otto Massler.

    A empresa responsável pelos trabalhos é a Construtora Sucesso S/A, a mesma que iniciou os trabalhos antes da paralisação, no início do ano passado. Já a supervisão das obras será de responsabilidade da MNC Construtora. “A empresa, que é do Piauí, foi notificada e deve estar retomando a obra propriamente dita no máximo até a semana que vem”, disse o diretor-geral do Dnocs, Ângelo Guerra.

    A reportagem do Diario apurou que a Construtora Sucesso S/A foi condenada no fim do ano passado, pela Justiça estadual do Piauí, por irregularidades na execução das obras públicas do Aeroporto Internacional da Serra da Capivara, em São Raimundo Nonato (PI). Segundo o Dnocs a empresa atendeu a todas as exigências legais do processo.

    O deputado federal Danilo Cabral (PSB-PE), que está acompanhando o desenrolar dos trabalhos de recuperação da Barragem de Jucazinho, disse que hoje o maior problema da estrutura é em relação aos vertedouros. “Em 2016, quando o presidente Michel Temer esteve aqui foi feita uma obra emergencial porque existiam fissuras nas paredes da barragem. Esse serviço era o mais crítico, porque naquele momento, se houvesse água, a barragem não conseguiria represar e poderia estourar”, explicou Danilo.

    Essa obra de 2016 custou R$ 11 milhões e foi feita pela empresa pernambucana Concrepox. Hoje, tecnicamente a Barragem de Jucazinho tem condições de segurar a água até o seu volume limite, que é de 327 milhões de metros cúbicos. “No entanto, se ela encher demais, ou seja, se ela verter, o vertedouro não segura. Embora ela esteja hoje apenas com 10 milhões de metros cúbicos, esses anos todos as pessoas se confiaram em São Pedro, porque é o tipo de obra que já deveria ter sido concluída, já que os problemas em Jucazinho são antigos e recorrentes. Esperamos que até a conclusão das obras, que deve acontecer até janeiro de 2020, a barragem não encha a ponto de verter”, completou o deputado federal.

    Segundo ele, os moradores do município de Surubim, onde está localizada a barragem, estão bastante preocupados para que o andamento das obras seja agilizado. O diretor-geral do Dnocs, Ângelo Guerra, informou que pretende aumentar o ritmo da obra para recuperar os três meses que esteve parada. “Se houver o preenchimento total do reservatório, ou seja, se tiver sangramento, teremos problemas, é fato. Mas tivemos que fazer uns reajustes no método construtivo, da forma como a água vai se dissipar”, explicou.

    Entre os serviços que devem ser feitos a partir da próxima semana, estão os revestimentos das laterais esquerda e direita do vertedouro. O paramento de jusante também será todo recuperado e um canal de descarga do sangrador será reconstruído. “O sangrador antigo era feito em formato de escada, mas o projeto de recuperação prevê que ele seja feito em salto esqui. Isso acontece para que, na lâmina máxima de sangria, o jato de água seja lançado a 90 metros do pé da barragem, dando segurança maior ao maciço da barragem e, por consequência, oferecendo maior estabilidade à estrutura”, detalhou Ângelo Guerra.

    Ainda segundo o diretor-geral do Dnocs, Ângelo Guerra, o Plano de Ação Emergencial (PAE) da Barragem de Jucazinho está praticamente concluído, faltando apenas a implementação de campo. “O Plano de Ação Emergencial de Jucazinho foi o primeiro concluído pelo Dnocs”, declarou.

  • Polícia Civil identifica motorista que atropelou toyoteiro na PE-90

    Acusado confessou o crime em depoimento na Delegacia de Polícia Civil de Frei Miguelinho (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

    A Polícia Civil de Frei Miguelinho identificou nesta terça-feira (5), o motorista que atropelou e matou o toyoteiro Alexandre Gomes Quirino, de 33 anos, mais conhecido por “Bilau”, na noite do último domingo (3), na Rodovia PE-90, no Sítio Mandurí, zona rural daquele município.

    O acusado é José Malrivânio da Silva, de 38 anos, residente em Lagoa da Vaca, zona rural de Surubim. O homem já prestou depoimento ao delegado Humberto Pimentel, titular da Delegacia de Frei Miguelinho, que comanda as investigações do caso.

    ”Ele confessou e disse que estava com mais três pessoas dentro do veículo. Já fizemos ouvidas de testemunhas e a proprietária de um bar contou que o acusado havia ingerido bebida alcoólica durante à tarde do domingo. Quando ele ia para casa aconteceu o atropelamento. A vítima estava na banqueta, ou seja, o veiculo saiu da pista. Além disso, José Malrivânio não prestou socorro e escondeu o carro em uma garagem para tentar se escusar da aplicação da lei”, afirmou o policial.

    Com o impacto da batida na vítima o veículo ficou bastante danificado. O carro estava guardado em uma garagem (Foto: Divulgação/ Polícia Civil)

    O automóvel envolvido no acidente é uma Parati, branca, placa MYR-0455, que ficou bastante danificada com o impacto da batida na vítima. Ainda segundo o delegado, como não houve autuação em flagrante, o acusado vai responder em liberdade pelo crime de homicídio culposo e por dirigir embriagado.

    Ouça a entrevista que o delegado Humberto Pimentel concedeu sobre o caso, ao comunicador Alan Lucena, na tarde desta quarta-feira (6), no programa Plantão de Notícias, da Integração FM.

     

    Matéria atualizada às 13h45, do dia 06/02/19 para acréscimo de informações

  • Sepultado corpo de toyoteiro que morreu atropelado na PE-90

    “Bilau” morreu após ser atropelado na noite do domingo (3), na Rodovia PE-90 (Foto: Reprodução/ Facebook)

    O corpo do toyoteiro Alexandre Gomes Quirino, de 33 anos, mais conhecido por “Bilau”, foi sepultado no final da tarde desta segunda-feira (4), no Cemitério São José, em Surubim. O cortejo fúnebre foi acompanhado por dezenas de pessoas e recebido na frente do cemitério, por colegas de trabalho da vítima, que bloquearam a Avenida São Sebastião e realizaram um “buzinaço”. (Veja vídeo)

    “Bilau” morreu após ser atropelado na noite do domingo (3), no Sítio Mandurí, zona rural de Frei Miguelinho. Segundo testemunhas, ele atravessava a Rodovia PE-90 quando foi atingido por um veículo em alta velocidade. O automóvel nem o condutor não foram identificados. O toyoteiro faleceu no local do acidente. “Bilau” morava na Rua Maria Amélia de França, no Bairro São Sebastião, em Surubim. Ele deixa esposa e quatro filhos menores de idade.

  • O legado de Josias Albuquerque em Surubim

    Josias Albuquerque faleceu neste sábado (2), em decorrência de doença hepática e falência múltipla de órgãos. (Foto: Divulgação/ Reprodução)

    Josias Albuquerque, presidente da Fecomércio (Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de Pernambuco), que faleceu neste sábado (2), aos 82 anos, deixou uma importante obra em Surubim mesmo sem ser político da região, ter parentesco ou freqüentar a cidade: o Sesc Ler.  A unidade de ensino que foi inaugurada há pouco mais de 15 anos, tem prestado inestimáveis serviços à região, não só na área de educação, mas também nos setores de cultura e lazer.

    A idéia de instalar uma unidade do Sesc em Surubim, surgiu através da amizade entre o deputado estadual Geraldo Barbosa (1931-2017) e Josias, conhecidos de longas datas, companheiros de caminhadas no calçadão da Praia de Boa Viagem. Josias havia comentado com o amigo, sobre o novo projeto do Sesc que estaria para ser implantado em várias cidades do interior do Estado. Na época, Humberto Barbosa (1934-2018), irmão de Geraldo, era prefeito de Surubim e a única condição que o Sesc exigira para se instalar no município seria a doação de um terreno. Rapidamente Geraldo iniciou a articulação com Humberto para que Surubim fosse beneficiada com a unidade. O prefeito por sua vez, providenciou o desmembramento de uma área que pertencia ao antigo Centro Social Urbano, no Bairro São José e encaminhou à Câmara de Vereadores o projeto de doação, que foi aprovado por unanimidade. A agilidade com que os trâmites foram realizados permitiu que o Sesc Ler de Surubim fosse o primeiro a ser inaugurado em Pernambuco. No dia em 3 de junho de 2003, Josias fez questão de estar presente para entregar a obra.

    Joias e o prefeito Humberto Barbosa inauguram o Sesc Ler Surubim, em 3 de junho de 2003. (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    No velório de empresário, neste domingo (3), o diretor do Sesc Pernambuco, Antônio Inocêncio Lima, comentou que Josias “ficava feliz em poder levar melhores condições de vida aos mais modestos. Era uma alegria para ele ver escolas de qualidade sendo frequentadas pelos mais pobres ou ações de cultura difundidas pelo Estado, formando novos artistas. Então, ele foi uma pessoa que passou a vida fazendo o bem aos que mais precisavam”. Josias deve ter morrido feliz, pois tudo o que ele almejava se concretizou em Surubim e em outras cidades do Estado.

    Perfil

    Nascido em 31 de agosto de 1936, no Recife, Josias Silva de Albuquerque começou a trabalhar ainda na adolescência, desenvolvendo projetos de móveis hospitalares para a Metalúrgica Recife. Já como técnico, assumiu o controle de qualidade e produção de serralharia mecânica na mesma companhia, seu primeiro emprego formal. Assumiu a presidência da Fecomércio em 1996, aos 59 anos, totalizando seis gestões. A última reeleição foi em abril no ano passado, por unanimidade. No mesmo mês, houve o anúncio de que o prédio que abrigará a nova sede da Fecomércio, na Avenida Visconde de Suassuna, na Boa Vista, em Recife, se chamará Edifício Josias Albuquerque. A escolha do nome do presidente da entidade aconteceu durante votação, também por unanimidade.

    Despedida

    O empresário faleceu às 10h50 na manhã deste sábado (2), no Real Hospital Português, em decorrência de doença hepática e falência múltipla dos órgãos. O corpo foi velado no Salão de Eventos do Sesc, no Bairro de Santo Amaro, em Recife. A cremação aconteceu na tarde deste domingo (3), no Cemitério Morada da Paz, em Paulista, em cerimônia reservada apenas para a família. Josias deixa a esposa Erotides Gomes, dois filhos e cinco netos.

  • Agência dos Correios é arrombada em Bom Jardim

    Após a realização da perícia, policiais federais informaram que aparentemente nada foi levado do local (Foto: Reprodução/Google Maps)

    A agência dos Correios localizada na Avenida José Moreira de Andrade, no Centro de Bom Jardim, foi arrombada na madrugada desta segunda-feira (28). A Polícia Militar foi acionada por volta de 0h20 pela central de monitoramento dos Correios, informando que o alarme havia disparado e que a agência, possivelmente, tinha sido violada.

    Os policiais foram até o local mas quando chegaram no estabelecimento não encontraram nenhum suspeito. Uma testemunha contou que os bandidos fugiram pouco antes da chegada do efetivo e que havia um homem não identificado em uma moto na frente da agência. A suspeita é de que os criminosos tenham utilizado uma barra de ferro para tentar entrar no prédio.

    A área foi isolada pela Polícia Militar até às 8h, momento da chegada da Polícia Federal, que irá conduzir as investigações, já que se trata de uma empresa da União. Após a realização da perícia, os policiais informaram que aparentemente nada foi levado do local.

  • Jucazinho, em Surubim, está entre as 45 barragens em risco no país

    Preocupação só não é maior porque reservatório tem ficado com água abaixo da sua capacidade e o nível vem sendo monitorado (Foto: Aluisio Moreira / Divulgação)

    Do Diário de Pernambuco

    Rosália Vasconcelos

    Rompimentos de barragens no Brasil, tal como aconteceu com a de Brumadinho ontem, em Minas Gerais, têm sido tragédias anunciadas. O último Relatório sobre Segurança de Barragens, divulgado no fim de novembro do ano passado pela Agência Nacional de Águas (ANA), listava pelo menos 45 barragens com grande risco de rompimento, quase o dobro do número registrado no ano anterior. Em Pernambuco, Jucazinho, em Surubim, é a única no documento em situação de alerta de risco.

    O problema é que Jucazinho é o maior reservatório para abastecimento humano do Agreste, com capacidade para armazenar mais de 327 milhões de metros cúbicos de água, e o terceiro do estado. Segundo o corpo técnico do Departamento Nacional de Obras Contra as Secas (Dnocs), num cenário de rompimento de Jucazinho, o estrago poderia se propagar até o Recife com o reservatório cheio, mas o volume atual é de apenas 3,2% de sua capacidade diminuindo o risco de tragédia.

    De acordo com o relatório, entre os problemas estruturais importantes identificados em Jucazinho, que impactam na segurança do reservatório, foram observadas fissuras nos vertedouros laterais e nas ombreiras e a bacia de dissipação não é capaz de sustentar a vazão de água do rio. Ou seja, em períodos de chuvas intensas, há grande possibilidade de rompimento da barragem. O relatório também identificou que o Dnocs não tem Plano de Ação de Emergência para o caso de uma possível tragédia e que a situação de risco da barragem já é conhecida pela diretoria-geral do Dnocs desde 2004, inclusive com a demonstração de dados de engenheiros da própria autarquia. Outros órgãos também estão cientes da situação de Jucazinho como a Compesa, a Secretaria estadual de Recursos Hídricos e a Agência Pernambucana de Águas e Climas (Apac), responsável pela fiscalização.

    A situação, não apenas de Jucazinho como de outras barragens em situação de risco, chegou a ser debatida, no fim do ano passado, em audiência pública pelo Senado Federal. A ideia era buscar uma alternativa para colocar em prática a Política Pública Nacional de Segurança de Barragens, já que, segundo o mesmo documento, apenas 24% do orçamento do país disponível para segurança das barragens foram usados e apenas 3% das estruturas são vistoriadas por ano. Ou seja, na maioria dos casos, baixo nível de conservação, insuficiência do vertedor e falta de documentos que comprovem a estabilidade da barragem estão entre os principais responsáveis por tragédias.

    O Relatório de Segurança de Barragens também obriga que os donos dos equipamentos e os órgãos fiscalizadores tenham um plano de ação emergencial para casos de acidentes e incidentes. “Os órgãos brasileiros não têm a cultura da manutenção e conservação das estruturas de engenharia. E o melhor remédio para evitar tragédias é a prevenção, inspeções rotineiras que detectem falhas para impedir o progresso delas e a correção a tempo hábil. A avaliação em conjunto das barragens com riscos altos mostra que 222 barragens (ou 30%) são de entidades públicas, das quais 71 delas pertencem ao Dnocs, 25 à Secretaria estadual de Infraestrutura da Paraíba, 21 à Compesa, 21 à Secretaria estadual de Meio Ambiente do Rio Grande do Norte e 15 ao Incra. As ações de acompanhamento, fiscalização e recuperação devem ser priorizadas junto a esse grupo”, disse a coordenadora de Regulação de Serviços Públicos e da Segurança de Barragens da Agência Nacional de Águas (ANA), Fernanda Laus.

    Apenas 8% das obras de recuperação foram executados em Jucazinho (Foto: Reprodução/ Facebook)

    Sobre Jucazinho, o Dnocs informou que parte das obras de recuperação já foram implementadas, “mas ainda não finalizadas”, por isso ela ainda consta na lista das que mais preocupam. No entanto, o corpo técnico da autarquia afirmou que apenas 8% da obra avançou até agora. A recuperação de Jucazinho prevê um investimento de R$ 28 milhões. “É importante destacar, antes de tudo, que todas as inspeções previstas na Lei de Segurança de Barragens são realizadas sistematicamente pelo Dnocs nas 327 barragens sob responsabilidade do órgão. Para os 23 barramentos inseridos no Projeto de Integração do São Francisco de execução física, por exemplo, são aproximadamente R$ 267 milhões de recursos federais assegurados para a recuperação e modernização dessas estruturas. Já por meio do Programa de Reabilitação de Barragens (PROSB), mais R$ 60 milhões da União também foram disponibilizados para intervenções em outros barramentos”, disse em nota a comunicação do Dnocs.

    Questionado, o Ministério Público de Pernambuco (MPPE) disse estar “analisando o tema, que envolve diversos setores Institucionais, como Meio Ambiente, Patrimônio Público e Cidadania. Além disso, algumas barragens contidas no Relatório da ANA são federais, sendo atribuídas ao Ministério Público Federal (MPF)”.

    Este é o segundo documento produzido pela agência desde o acidente com a barragem de Fundão, administrada pela Samarco, no município de Mariana, Minas Gerais. O objetivo era o de priorizar as barragens que mais apresentavam comprometimento de sua segurança, tanto para ações de fiscalização como para investimentos em manutenção e recuperação.

    O que diz Danilo Cabral sobre o assunto?

    O deputado federal Danilo Cabral (PSB), que tem reduto eleitoral em Surubim, entre outras cidades, disse que está acompanhando os problemas de Jucazinho. Ele lembrou que o ex-presidente Michel Temer (MDB) esteve no município do Agreste em 2016, prometendo soluções, e não levou adiante. “O governo federal vem postergando a solução ….Em 2016, Temer esteve lá pra dar OS de recuperação. Mas a obra não avançou…” destacou.

    Danilo Cabral também afirmou: “Quase três anos após o desastre de Mariana, não aprendemos a lição. Hoje testemunhamos mais uma tragédia em Minas Gerais. Desde o rompimento da barragem do Fundão, nada foi feito para evitar novos acidentes, apesar das inúmeras denúncias feitas aos órgãos competentes sobre os riscos existentes no complexo minerador. Não houve mais rigor na fiscalização e nem nas regras para o funcionamento das barragens, presenciamos, sim, a pressão para maior flexibilização das concessões para a construção de novas barragens e a sinalização do desmonte do licenciamento ambiental pelo novo governo. O que é uma completa irresponsabilidade”, frisou o deputado, por meio de nota.

  • Mais um mutirão é realizado no Parque dos Mamulengos Gigantes de Surubim

    Parte das esculturas que compõe o Parque dos Mamulengos Gigantes de Surubim, localizado em Lagoa Nova, zona rural do município (Foto: Reprodução/ Facebook)

    No dia 13 de janeiro foi encerrado mais um mutirão na construção do Parque dos Mamulengos Gigantes de Surubim, localizado na comunidade de Lagoa Nova, zona rural do município. O evento começou com um cortejo e foi finalizado com a apresentação do bloco lírico Folguedos de Surubim e do grupo de dança Stela Duce, do Colégio Nossa Senhora do Amparo. No final da programação cultural, foi servido um lanche ao público e doadas sementes de pau-darcos (ipês) e aroeira branca.

    Estas ações fazem parte da preparação para a inauguração da primeira etapa do parque que ocorrerá em 9 de janeiro de 2020. A obra é um memorial dedicado aos “severinos retirantes do mundo” e a arte do mamulengo e faz parte do projeto Memorial dos Severinos de Lagoa Nova, do artista plástico Severino Iabá.

    Os mutirões são encerrados com atividades culturais. No dia 13/1 o bloco lírico Folguedos de Surubim, se apresentou no local (Foto: Reprodução/ Facebook)

    Os mutirões sempre terminam com atividades culturais para os moradores do povoado. Além deste de janeiro, foram realizados mutirões em abril (quando foi iniciada a construção), julho e novembro do ano passado. Dez bonecos gigantes compõe o parque e já estão com formas bem definidas.

    O projeto foi iniciado com recursos do prêmio que a Sociedade dos Amigos do Parque dos Mamulengos Gigantes recebeu do Ministério da Cultura (MinC), por meio da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural, que em 2017 lançou o Edital Culturas Populares Leandro Gomes de Barros. A última parcela da verba do governo federal foi utilizada no final de 2018. Clique aqui e conheça mais sobre a iniciativa.

    Dez bonecos gigantes compõe o parque e já estão com formas bem definidas (Foto: Reprodução/ Facebook)

    Parque será importante centro de irradiação de cultura

    Por Fernando Guerra

    Idealizado pelo professor e artista plástico Severino Iabá, hoje residente na Grande Belo Horizonte (MG), o Parque dos Mamulengos Gigantes de Surubim promete transformar-se num importante centro de irradiação da cultura no município.

    A cada ano, Iabá aproveita suas férias na sua terra aonde vai dando acabamento aos dez totens de cinco metros de altura que integram esse parque. Para esse trabalho ter chegado à sua fase final, foi necessário convocar pessoas de seu conhecimento e, em regime de mutirão conseguiu preparar o terreno, levantar as esculturas, calçar a arena, preparando assim um ambiente de exaltação a uma das expressões mais legítimas de nossa cultura popular que é o mamulengo.

    Localizado no bairro de Lagoa Nova, nas proximidades onde morou o mais famoso mamulengueiro de toda a região, o Sr. José Petronilo, esse parque tem data marcada para ser inaugurado e certamente será mais um espaço alternativo destinado a consolidar os ganhos culturais surubinenses.

    Matéria atualizada às 19h43 do dia 26/01/2019 para acréscimo de informações