O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Quinta-Feira, 2 de Abril de 2026 03:37

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  • Surubim volta a ter destaque em concurso estadual de beleza feminina após 55 anos

    Com Camila Albuquerque, Surubim retorna ao topo dos concursos de beleza após mais de cinco décadas (Foto: Divulgação/ Miss Grand Pernambuco)

    Na última quinta-feira (29), Surubim celebrou o retorno ao topo dos concursos de beleza feminina com a coroação de Camila Albuquerque como Miss Grand Pernambuco 2025. O evento, realizado no Centro de Convenções do Senac, em Caruaru, marcou um momento histórico para a cidade, que há 55 anos não conquistava um título estadual dessa natureza.

    A vitória de Camila reacendeu memórias de 1970, quando Ana Almeny Arruda Correa foi eleita Miss Pernambuco. Naquela época, os concursos de beleza tinham grande repercussão na imprensa estadual, e a conquista de Ana foi amplamente comemorada pelos surubinenses.

    Em um período mais recente, o cerimonialista Roberto Pessoa foi o responsável por preparar as candidatas locais para o Miss Pernambuco. Ele faleceu em 2022 sem ver o título retornar a Surubim. Agora, com Camila, essa missão finalmente foi cumprida.

    A nova Miss Grand Pernambuco, de 27 anos, 1,74 m de altura é formada em Direito e celebrou sua vitória na noite desta sexta-feira (30) desfilando pelas principais ruas da cidade em um caminhão do Corpo de Bombeiros.

    Com a coroa estadual, Camila se prepara para um novo desafio: representar Pernambuco no Miss Grand Brasil 2025, que acontecerá no dia 6 de julho, em São Paulo. Segundo o site oficial da competição estadual, “o Miss Grand Brasil se destaca como o único concurso nacional de beleza transmitido pelos principais meios de comunicação do país, alcançando um público amplo e diverso.”

    O Miss Pernambuco, conquistado por Ana Almeny em 1970, nasceu em 1955 e por duas décadas foi coordenado por Miguel Braga, falecido em 2021 vítima de Covid-19. Esse foi o concurso onde as representantes de Surubim competiram sob a orientação de Roberto Pessoa. Desde a morte de Braga, o evento passou a ser organizado pelo empresário Romildo Alves e agora recebe o nome de Miss Pernambuco Universo.

    Já o Miss Grand Pernambuco, que coroou Camila, é comandado pelo empresário e fotógrafo profissional Erisson Silva.

  • Historiadores do IAHGP visitam Surubim

    Sede do IAHGP no Centro do Recife (Foto: Ed Machado/ Folha de Pernambuco)

    Fernando Guerra

    Cerca de duas dezenas de historiadores membros de uma das mais importantes instituições históricas do país, estarão neste sábado 31/05 em visita ao município de Surubim.

    Os integrantes do IAHGP – Instituto Arqueológico Histórico e Geográfico Pernambucano, sob a direção do acadêmico George Cabral, iniciarão seu percurso pela Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe onde visitarão o único marco comemorativo ao bicentenário da Confederação do Equador em todo o interior do estado. Nas imediações da Casa Grande foi edificada uma escultura de Frei Caneca, em cimento, na forma de totem à semelhança dos existentes no Parque dos Mamulengos Gigantes, de autoria do artista Severino Iabá.

    Dali seguem para a barragem do Jucazinho que ao represar o rio Capibaribe encobre parte significativa da História de Pernambuco. Pelas margens desse rio existia o mais antigo roteiro conhecido ligando o litoral aos sertões, datado de 1738.

    No ano de 1824, o herói e mártir Frei Caneca juntamente com as tropas confederadas atravessaram esse caminho em demanda do Ceará.

    Justamente onde foi construída a represa, nas imediações de Bateria, encontra-se enterrado nas margens do rio, um canhão em local não identificado e, depois na altura do povoado de Couro Dantas onde se deu uma emboscada, os corpos de suas vítimas.

    Antes de retornarem para Recife, almoçam em Surubim, assistem ao curta metragem Cabocolino do cineasta João Marcelo e visitam o painel de Francisco Brennand no Parque de Exposições.

    A presença dos integrantes do IAGHP em Surubim, sinaliza para a importância do município dentro do contexto turístico histórico e cultural pernambucano.

  • Surubim: adolescente de 16 anos morre em troca de tiros com a PM após tentativa de assalto

    Um adolescente de 16 anos morreu na madrugada desta terça-feira (27), durante uma troca de tiros com a Polícia Militar, às margens da PE-90, em Surubim. O confronto com os policiais aconteceu enquanto o suspeito fugia com um comparsa após tentar roubar um caminhão-pipa, mas o veículo possui um bloqueador, conhecido popularmente como “segredo”, que impede o seu deslocamento.

    A dupla entrou na cabine mas conseguiu conduzir o auto-carga por poucos metros. Nesse momento, uma viatura da Polícia Militar chegou ao local e os suspeitos correram em direção à rodovia. Parte da ação criminosa foi flagrada por uma câmera de segurança de um estabelecimento comercial. Um dos acusados fugiu pulando o muro da estação da Compesa e não foi identificado. Já o adolescente foi ferido com um disparo de arma de fogo no peito e socorrido pelos próprios policiais para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA), no bairro do Coqueiro, onde faleceu momentos depois de dar entrada na emergência.

    Informações extraoficiais dão conta de que a PM foi acionada porque eles teriam roubado uma moto ao lado do Cemitério São José. O adolescente morava na Nova Surubim. O corpo foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML).

     

  • Crise hídrica persiste em Surubim, apesar das chuvas

    Barragem de Jucazinho está com cerca de 3% de sua capacidade (Foto: Lulu/ Surubim News)

    Depois de um abril considerado “seco” com apenas 23,5 mm de chuva – bem abaixo da média climatológica de 113 mm – as precipitações voltaram a ser registradas com intensidade em Surubim. Nas últimas 72h, segundo a Apac (Agência Pernambucana de Águas e Clima) choveu mais de 60 mm no município, mas a crise de abastecimento continua. Por mais um mês, o calendário divulgado pela Compesa não foi cumprido, devido às sucessivas interrupções para instalação de nova fonte de captação na barragem de Jucazinho, a fim de aumentar a vazão para as cidades da região.

    As chuvas não alteraram a situação do reservatório, que a cada dia vem apresentando queda no seu nível. Nesta quinta-feira (22) o manancial acumulava 3,06% o que equivale a pouco mais de 6 milhões de m³. Para que haja uma recuperação significativa,  a barragem depende diretamente de um grande volume de chuvas nas cidades localizadas a Oeste do seu paredão, como Frei Miguelinho, Riacho das Almas, Toritama, Vertentes, Santa Cruz do Capibaribe, entre outras. Nestes municípios, as precipitações ficaram em torno de 30 mm, insuficientes para criar correnteza no leito do Rio Capibaribe.

    Mas se o temporal não mudou a situação crítica de Jucazinho, ajudou a encher cisternas e melhorar a situação de açudes e barreiros na zona rural, um pequeno alento diante da grave estiagem que a população da região vem enfrentando. Por outro lado, os agricultores que já haviam perdido completamente as lavouras este ano, voltaram a plantar, na esperança de que o inverno agora “comece pra valer”. De acordo com os serviços meteorológicos a quadra chuvosa da região é de abril a julho.

  • Águas de Jucazinho encobrem nossa História

    Barragem de Jucazinho localizada na zona rural de Surubim (Foto: Lulu/ Surubim News)

    Fernando F. Guerra

    Quando a represa de Jucazinho encontra-se cheia, suas águas encobrem momentos importantes da História do país.

    No álveo do nosso “rio das capivaras”, engolido pelo represamento de suas águas, além dos heróis confederados surpreendidos pela emboscada de Couro Dantas ali sepultados, um canhão também foi enterrado em suas margens.

    No fatídico dia 30 de setembro de 1824, as tropas da Confederação do Equador que seguiam para o Ceará pelo caminho margeando o Rio Capibaribe foi atacada de surpresa, sendo, certamente, esse o maior embate em que elas se envolveram até seu destino final.

    No “Diário de Campanha” redigido por Frei Caneca encontra-se relatado esse momento nos seguintes termos:

    Chegando a divisão a Couro Danta, légua e meia de distância, esqueceram-se todos de ser aquele ponto em que, segundo avisos, o inimigo pretendia tirar a desforra do Limoeiro, e assim o satisfizemos com nosso estrago e perda”.

    Na margem oposta, à direita do Capibaribe, por onde deveriam prosseguir viagem, “o caminho era estreito, ficando um despenhadeiro para o rio, cuja descida além de ser íngreme e rápida estava coberta de arvoredo e à esquerda (margem direita do rio) corria um lombo de terra da altura de cinco braças (…) com umas trincheiras naturais de pedregulho e este trânsito teria de extensão bem suas trinta braças”. 

    A divisão em marcha não seguira o método que era racional e prudente para sua segurança precavendo-se contra grupos armados que iam adiante provocando emboscadas. O Frei Jerônimo de São José, o mesmo personagem que fora rechaçado em Limoeiro, reorganizou-se e atacou as forças liberais impondo-lhes perdas consideráveis nesse local, cuja margem esquerda do rio pertence ao município de Frei Miguelinho e sua margem direita ao município de Riacho das Almas.

    A guarda avançada adiantara-se e quando foi querer deixar atrás o lugar do perigo, rompeu o fogo inimigo na frente, nos lados e no centro”. Nessa investida ficaram vários mortos entre os patriotas.

    “João Cândido que por sua desgraça ia também desordenadamente diante da guarda avançada, recebeu uma descarga da trincheira da frente e caiu imediatamente morto, caindo também ferido o capitão Carneiro, com três tiros de chumbo e palanquetas¹, sem poder se levantar. O governador ferido de chumbo e não podendo sustentar nas rédeas do cavalo espantado, caiu pela ribeira abaixo entre os inimigos que ocupados em dar descargas para cima não o viraram ou o reservaram para depois. João Soares Lisboa que ia igualmente depois do governador das armas, ao apear-se do cavalo para fugir do perigo foi ferido d’uma palanqueta no vazio direito que lhe ficou sobre o umbigo, com outra em um braço. Morreram logo um soldado e pouco depois o valente Manoel de Carvalho que caiu e foi dizendo: Adeus minha pátria! Saíram feridos vinte dos quais morreram depois alguns”.                                                                

    “João Soares Lisboa uma das pessoas cuja falta era mais sensível, logo que foi ferido deu os mais claros indícios de não sobreviver a esse desastre; veio a morrer no dia seguinte trinta e duas a trinta e três horas depois de ferido. Português de nascimento era brasileiro por afeição. Decidiu-se pela liberdade do Brasil e por esta se dedicou a escrever o Correio do Rio de Janeiro único periódico do Rio dito pelos franceses. Pelo periódico da oposição pela sua decisão em favor da liberdade foi degredado para Buenos Aires e depois pela intriga dos Andrades ficou oito meses preso no Rio de Janeiro para ser degredado por oito anos, saindo da prisão pela dissolução da assembleia, por um perdão dado pelo Imperador e se passou a Pernambuco onde trabalhou quanto esteve em seu poder para sustentar a liberdade das províncias do Norte contra o despotismo do Rio de Janeiro. E para se entender melhor o plano da tirania escreveu O Desengano dos Brasileiros”.

    Foi sepultado no último dia do mês de setembro na ribeira do Capibaribe onde o manto das águas da represa do Jucazinho lhe cobre os restos mortais e lhe dão o sossego da eternidade.

    No dia anterior, nesse percurso, ao chegarem nas proximidades de Bateria, “pela ruindade dos caminhos quebrou-se a carreta de calibre 6 e não havendo meios de a conduzir, foi desamparada depois de se haver encravada e enterrada”.

    Dois séculos depois, esse canhão continua enterrado às margens do Capibaribe. Essa é uma afirmação decorrente da mais completa falta de notícias sobre o destino da “carreta de calibre 6” abandonada nas proximidades de Bateria.

    Certamente nunca foi encontrada.

    1 – Palanquetas eram projéteis compostos por duas esferas ligadas por uma corrente ou barra de ferro.

     

    A Carreta Calibre 6

    Carreta de calibre 6 de procedência inglesa. Foto cedida pelo historiador Clóvis Lobo

    A Carreta calibre 6 conforme o historiador Clóvis Lobo nos esclarece com pormenores, é um conjunto de peça de artilharia (um pequeno canhão) de antecarga (que se carregava pela boca), pesando 254 kg. Tracionada por animais, com 2,1 metros de comprimento e calibre 9,6 cm (96 mm) atirava projéteis arredondados pesando cerca de 3 kg.

    Munições poderiam ser projéteis esféricos ou metralhas (Foto: Smothbore Ordnance Journal)

    Suas munições poderiam ser projéteis esféricos ou metralhas (fotos acima) e tinha uma cadência de 2 tiros por minuto, com um alcance efetivo de 732 a 823 metros e alcance máximo de 1554 m. Esses canhões produzidos na Inglaterra foram exportados para os aliados ingleses incluindo Portugal. Os ingleses os utilizaram nas batalhas contra as tropas de Napoleão e foram deixados sem uso a partir da segunda década do século XIX.

  • Dona Zuleide Barbosa comemora em família seus 90 anos

    Dona Zuleide Barbosa e os filhos: Berta, Maurício, Fábio, Murilo, Flávia e José Geraldo (Foto: Reprodução/ Arquivo Familiar)

    Fernando F. Guerra

    Um almoço reunindo seus familiares comemorou a passagem dos 90 anos de Dona Zuleide Barbosa, viúva do ex-deputado estadual Geraldo Barbosa. O encontro realizou-se em sua residência de Recife, neste domingo, dia 18 de maio, com seus filhos, Murilo Barbosa (ex-prefeito de Surubim e atualmente exercendo o mandato de vereador), José Geraldo Barbosa Filho (ex-vereador de Frei Miguelinho), Fábio Barbosa (diretor da Rádio Integração FM e ex-vice-prefeito de Surubim), Maurício, Berta, Dra. Flávia, netos, bisnetos, suas irmãs Iolanda e Ina e o cunhado Dr. Pedro Barbosa.

    Esse congraçamento familiar teve uma simbologia especial porquanto ela e as suas duas irmãs, que se encontram com idades acima de 90 anos, são os únicos filhos vivos de Dona Josefa Farias de Miranda. José Henrique Filho e Maria do Carmo Guerra, genitora do editor deste jornal, já não se encontram conosco.

    Irmãs nonagenárias: Iolanda, Ina e Zuleide (Foto: Reprodução/ Arquivo Familiar)

    Neste ambiente de afeto, o encontro não foi apenas uma comemoração de anos vividos, mas uma celebração do valor da família e da trajetória da aniversariante, que segue como exemplo para as próximas gerações.

  • Idoso de 82 anos morre após ser atropelado por moto em Surubim

    José Vitorino Cardoso, tinha 82 anos e morreu em Paudalho quando era transferido para o Hospital da Restauração, em Recife (Foto: Reprodução/ Whatsapp)

    Um idoso de 82 anos morreu após ser atingido por uma moto no final da manhã deste sábado (17), em um cruzamento próximo ao Pátio da Usina, em Surubim. Uma câmera de segurança flagrou o momento do acidente. Era 11h05 quando a vítima sai da calçada de uma farmácia e atravessa a via em direção à rua Oscar Loureiro. A moto seguia em alta velocidade na Avenida São Sebastião sentido Centro da cidade e atropela o homem próximo ao antigo posto de Zé Arruda.

    Ele foi identificado como José Vitorino Cardoso e morava no Loteamento Nova Esperança. Socorrida por uma equipe do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU) para o Hospital São Luiz, a vítima foi encaminhada ao Hospital da Restauração, no Recife, mas segundo a equipe médica, sofreu uma parada cardíaca em Paudalho, sendo levada à Unidade de Pronto Atendimento (UPA) daquele município, onde faleceu.

    Testemunhas, informaram que o condutor da moto também ficou ferido e se evadiu do local do acidente antes mesmo de ser identificado. A motocicleta teve a placa anotada. O corpo do idoso foi encaminhado para o Instituto de Medicina Legal (IML), na capital pernambucana. O sepultamento deve ocorrer nesta segunda-feira (19), em horário ainda a ser definido pela família. A Delegacia de Polícia Civil de Surubim irá investigar o caso.