O jornal mais antigo em circulação do Agreste Setentrional de Pernambuco

Terça-Feira, 7 de Abril de 2026 09:42

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  • Mal súbito: filho de ex-vereador de Surubim morre aos 34 anos

    Leonel Fabrício sofreu um mal súbito em casa, na madrugada desta segunda-feira (26) (Foto: Reprodução/ Facebook)

    Morreu na madrugada desta segunda-feira (26), Leonel José Santos Fabrício, de 34 anos, filho do ex-vereador de Surubim, Lúcio Fabrício. Segundo familiares, Leonel havia acordado por volta das 4h, para realizar uma nebulização e pouco tempo depois, a esposa dele, Juliana, ouviu um barulho e o encontrou caído na sala, desacordado. Leonel foi socorrido para o Hospital São Luiz onde já deu entrada sem vida, conforme informou a equipe médica.  O corpo foi encaminhado para o Serviço de Verificação de Óbitos (SVO), do Instituto de Medicina Legal (IML), em Caruaru, para confirmação da causa da morte, que tem fortes características de infarto fulminante.

    O velório acontece na tarde desta segunda-feira, no Velatório da Casa Mortuária São José, no Centro de Surubim, de onde o cortejo sairá às 17h, para o Cemitério São José, no bairro São Sebastião. Leonel deixa esposa e duas filhas, além dos pais (Mônica e Lúcio) e os irmãos Lívio e Lucas.

  • Surubim: número de pessoas em tratamento por Covid-19 é oito vezes menor do que há 36 dias

    O número de casos ativos de Covid-19, ou seja, de pessoas que estão em tratamento e isolamento em Surubim, sofreu uma queda de 708% em pouco mais de um mês, ou diminuíram oito vezes, como seja melhor comparar. Desde o primeiro caso confirmado da doença no município, em 15 de abril do ano passado, o período mais crítico da pandemia foi entre a última semana de maio e o início de junho deste ano, com a população enfrentando o crescimento rápido de infecções, alta de mortes, hospitais lotados e o risco de falta de oxigênio.

    Pelo boletim divulgado quase que diariamente pela Prefeitura, o dia com mais pessoas doentes foi 11 de junho. Nesta data, havia 275 moradores em isolamento e a quantidade de casos suspeitos também batia recorde, 244. Até então, a maior quantidade diária de pessoas em tratamento tinha sido anotada em 11 de julho de 2020 (145), quando a cidade enfrentava a primeira onda da doença.

    A partir do dia 13 do mês passado, os números começaram a cair e se mantém em curva decrescente até agora. De acordo com o último informativo, postado antes da publicação desta matéria, 34 pessoas estavam doentes, sendo quatro profissionais de saúde. Os casos suspeitos chegavam a 42 e o Hospital de Retaguarda Estefânia Farias funcionava com apenas 10% de ocupação. Os óbitos são 87.

    O arrefecimento da pandemia pode ser atribuído a vários fatores como a quarentena mais rígida decretada pelo governo estadual após o crescimento dos casos e o avanço da vacinação. Segundo a Prefeitura, até este sábado (17), 31.841 doses foram aplicadas, alcançando 54% da população. Ainda conforme o “vacinômetro”, 8.164 moradores de Surubim (14%), estão com o esquema vacinal completo, ou seja, receberam as duas doses. Para o cálculo do percentual, a Secretaria Municipal de Saúde considera os dados do último censo, realizado em 2010, (58.515 habitantes) e não a população estimada em 2020 pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), que é de 65.647 pessoas.

  • Abaixo-assinado que pede instalação de universidade pública no Agreste Setentrional já conta com mais de 2,5 mil assinaturas

    Um abaixo-assinado on line, lançado pela Comissão Pró Universidade para implantação de uma universidade pública no Agreste Setentrional, já conta com mais de 2,5 mil assinaturas. O documento está disponível na plataforma change.org e será encaminhado ao governador de Pernambuco, Paulo Câmara e ao Ministério da Educação.

    “O Agreste Setentrional de Pernambuco é a única região do Estado que não possui uma Universidade pública presencial, seja federal, estadual ou Instituto federal, apesar de ser uma demanda antiga da região que nunca foi atendida. Composta por 19 municípios e quase 600 mil habitantes, essa região exerce influência sobre outras 200 mil pessoas de cidades circunvizinhas, e uma relevante importância econômica no desenvolvimento do Estado.”, diz trecho do texto de apresentação do abaixo-assinado.

    Para assinar o documento é simples, basta acessar o site e preencher três campos com nome, sobrenome e e-mail. Em seguida, é só clicar no botão em vermelho  com os dizeres “assinar este abaixo-assinado” e o procedimento é concluído.

    A intenção da Comissão Pró Universidade, é reunir o maior número de assinaturas para sensibilizar os governantes. Além desta ação, o grupo tem atuado em outras frentes, como a realização de audiências públicas e articulações com políticos que representam a região.

    Para assinar o abaixo-assinado clique aqui.

  • Família restaura a Casa Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe

    Obras de restauração foram todas custeadas pela família dos herdeiros do Sr. Negrinho, patriarca da família que se estabeleceu no imóvel em 1920 (Foto: Reprodução/ Divulgação)

    Fernando Guerra

    Devido à sua importância histórica e arquitetônica a Casa-Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe, localizada às margens do riacho Taépe, afluente do Capibaribe no município de Surubim, foi tombada inicialmente pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe, em 1980, e pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN, em 1981.

    Exemplar do período colonial brasileiro seu estado de conservação começou a degradar-se ao ponto que sua ocupação foi interditada em julho de 2013. A partir dessa data a família que residia no local, Sr. Antônio João e D. Marlene, ela descendente do Sr. Negrinho, o patriarca da família que se estabelecera ali desde 1920, teve que se mudar passando a aguardar sem sucesso,  da instituição federal assim como do Governo do Estado, recursos para sua restauração. 

    Em 2019, o Jornal do Commercio denunciava que a edificação encontrava-se abandonada e entregue aos morcegos. Tudo fazia crer que a Casa Grande iria transformar-se em ruínas, enterrando uma parte significativa da História do município e da região.  

    Conforme depoimento de um dos netos do casal, o comerciante Mareval Silva Nascimento, ao Correio do Agreste, depois de esperar mais de 35 anos por algum apoio financeiro para a recuperação dessa casa, os herdeiros do Sr. Antônio Paulino da Silva Negrinho e de D. Adelina Anunciação Silva, movidos também pela importância afetiva do imóvel para a família, resolveram levar à frente essa obra. Tiveram, entretanto durante dois anos, de enfrentar um intricado e moroso nó burocrático do SPHAN com exigências nas áreas de engenharia e arquitetura, mas finalmente conseguiram iniciar os trabalhos na primeira semana de outubro de 2020. 

    Hoje, em fase de conclusão, faltam apenas a pintura das madeiras e o piso das salas a serem feitos com cedro, que deverá vir do Pará, onde neste momento se encontra uma pessoa ligada à família para a aquisição da madeira.   

    Tudo indica que nos próximos meses D. Marlene e o Sr. Antônio João retornarão à sua casa e no final do ano a Festa de Santa Luzia, a mais antiga e tradicional do município, iniciada em 1904, promete ser a mais animada de todos os tempos. 

    Resumo Histórico

    O caminho mais antigo da capitania de Pernambuco, que seguia do litoral ao sertão margeando inicialmente o rio Capibaribe, data de 1738. Entretanto, há registros de concessão de sesmarias na área onde fica atualmente o Agreste Setentrional pernambucano anterior a essa data, desde 1689 a 1727, correspondendo a 33 léguas quadradas. Nelas, tinha-se esse rio e seus afluentes como referência. 

    A sesmaria que se concedeu a Manoel Luiz Coutinho e Antônio Fernandes Coutinho, por exemplo, e que deveria abranger o atual núcleo urbano de Surubim datava de 1709. Não se encontram, no entanto, registros de concessões dessas datas de terras a algum sesmeiro na área onde se encontra a fazenda Cachoeira do Taépe. Daí o depoimento do Sr. José Mimoso quando se refere ao português José Travassos dizendo ter ele recebido uma sesmaria em 1665, nesse local, e construído a Casa Grande dessa fazenda, não se confirma documentalmente. 

    Sua origem, entre tantas versões, algumas até fantasiosas, como a que alega ter sido construída pelos holandeses, está envolta em certo mistério. No entanto, muitas delas sustentam-se em hipóteses bem fundamentadas. Sua conformação arquitetônica é nitidamente portuguesa e sua edificação é provável que remonte ao período da expansão da cotonicultura no sentido do Agreste, quando se intensificaram as demandas do algodão, sobretudo pela Inglaterra, entre os séculos XVIII e XIX.  

    Por outro lado a Fundação de Desenvolvimento Municipal do Interior de Pernambuco – FIAM, levando em consideração características marcantes dessa casa como as trincheiras nas portas, por exemplo, confirma a sua real antiguidade sinalizando para o início do século XVIII a sua edificação. 

    Trata-se, portanto, de um exemplar arquitetônico preservado fora do espaço destinado à cultura da cana de açúcar, inserido numa região que se destinou inicialmente ao criatório bovino e, em seguida, ao plantio algodoeiro. “É uma edificação totalmente inédita e desconhecida” (FIAM) com características muito singulares como as salas destinadas ao verão e ao inverno. Considerada uma valiosa edificação rural é um testemunho da abertura de outros espaços além da zona canavieira, ampliando as fronteiras agrícolas de Pernambuco no sentido da zona do Agreste. 

    Reconhecendo essa importância, em janeiro de 1980 a Casa-Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe foi tombada pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco – Fundarpe e no mesmo mês do ano seguinte, o tombamento deu-se nacionalmente pela Secretaria do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – SPHAN. 

    Toinho Negrinho, um dos herdeiros da Casa-Grande, questionando os benefícios advindos desses tombamentos, em 1993, portanto 13 anos depois, desabafou em depoimento transcrito no livro Surubim Pela Boca do Povo de Mariza de Surubim. Disse ele que “até hoje nada fizeram para a sua restauração. Nós já fizemos o possível e gastamos muito dinheiro, nós sozinhos não podemos realizar o trabalho. Tem que juntar os organismos competentes e os herdeiros para encontrarmos uma solução”. 

    Hoje, já falecido, Toinho Negrinho não será esquecido, porquanto, a Casa-Grande da Fazenda Cachoeira do Taépe encontra-se quase inteiramente restaurada, obedecendo as suas prescrições.  

     As obras de restauração foram todas custeadas pela família dos herdeiros do Sr. Negrinho, cabendo uma cota para cada um dos seus 8 filhos ainda vivos. Quanto aos outros dois já falecidos, foram os netos que se cotizaram. Atenderam todas as exigências do IPHAN que praticamente em nada ajudou na recuperação do imóvel atendo-se tão somente à fiscalização e cumprimento da fidelidade à origem da edificação. 

  • Agricultura: inverno inquieta agricultores de Surubim 

    Plantação de milho na zona rural de Surubim em meados de junho, já apresentando folhas secas devido à falta de chuvas (Foto: Alan Lucena)

    Fernando Guerra 

    Após um mês de maio promissor quando foi registrado índice de 132 mm de chuvas em Surubim, o mês de junho que é o principal mês da quadra chuvosa do Agreste pernambucano, decepcionou os agricultores da região. Em 20 dias desse período não caiu uma gota d’água sequer no município conforme os registros do  Instituto Agronômico de Pernambuco – IPA.  

    Desde primeiro de junho até 19, quando reiniciaram as chuvas com 10 mm nesse dia e outros 10 no dia seguinte, apenas 9 mm de chuvas havia sido anotados. As lavouras plantadas em maio começaram a sentir o peso da insuficiência hídrica e praticamente estão comprometidas acarretando perdas e trazendo incertezas para o futuro da agropecuária regional. O volume de chuvas anotado em junho não foi suficientes para o desenvolvimento da agricultura. Caso os meses de julho e agosto não correspondam às expectativas otimistas do homem do campo, o prejuízo é líquido e certo. A incerteza bateu outra vez à porta dos agricultores surubinenses e há quem projete sérias dificuldades a serem enfrentadas no verão. 

    Nos últimos cinquenta anos em apenas 12 deles foram verificados para o mês de São João índices de pluviosidade menores que os 50,5 mm registrados neste ano de 2021.  

  • Compesa divulga calendário de abastecimento para julho em Surubim e cidades vizinhas

    Confira o cronograma de abastecimento de água da Companhia Pernambucana de Saneamento (Compesa) para  as cidades da região. Estão disponíveis as datas para os municípios de Surubim, Frei Miguelinho, Santa Maria do Cambucá, Vertente do Lério e Casinhas, que pertencem à Gerência Regional do Alto Capibaribe. No calendário também estão incluídos os distritos de Lagoa de João Carlos (Frei Miguelinho), Pau Santo (Santa Maria do Cambucá) e Tambor (Vertente do Lério).

    Neste modelo de cronograma divulgado pela Compesa, para o leitor identificar quais serão os dias que o seu bairro ou comunidade receberão água, é preciso verificar o número da área que a localidade está inserida e em seguida ver os dias no calendário. Acesse clicando aqui.

  • Auxílio Cultural e Artístico deverá ser pago em julho, diz diretora de Cultura de Surubim

    A Prefeitura de Surubim divulgou no final do mês passado a aprovação pela Câmara de Vereadores, do projeto de lei que cria o auxílio emergencial para artistas do município. Segundo a gestão municipal, quando for sancionada pela prefeita, o que deve ocorrer em breve, a lei se chamará Tuca Araújo, uma homenagem ao guitarrista da banda de rock Hanagorik, que faleceu em 3 de junho deste ano.

    O projeto destina recursos de R$ 50 mil para o auxílio. Em entrevista recente na Rádio Integração FM, a diretora de Cultura do município, Mariana Aguiar, deu detalhes de como será o pagamento dessa subvenção. De acordo com Mariana, os artistas que podem ser atendidos com o auxílio são aqueles que fizeram o cadastro cultural e artístico da Prefeitura, etapa iniciada em maio e finalizada no começo de junho.  “O cadastro não foi realizado exclusivamente para o auxílio, mas para qualquer mecanismo de política pública a ser implantado pela Prefeitura”, explicou. Ainda conforme Mariana, 160 artistas fizeram o cadastramento e uma banca formada por servidores municipais irá avaliar se os inscritos preenchem os requisitos para receber o auxílio, um deles é não ser funcionário público. A previsão é que o pagamento ocorra em parcela única e já neste mês de julho.

    A diretora acrescentou que o valor que cada artista irá receber ainda não foi definido e vai depender de quantos forem selecionados pela comissão, conforme as exigências documentais. “Não é possível informar a quantia agora. Os R$ 50 mil serão divididos em partes iguais para aqueles que se encaixarem nos requisitos da lei”, afirmou. Fazendo uma conta rápida, considerando uma hipótese em que todos os 160 artistas fossem aprovados, cada um receberia R$ 312,50, portanto, esse deve ser o valor mínimo a ser pago. A Prefeitura não informou o dia em que o pagamento será realizado.