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Terça-Feira, 20 de Novembro de 2018 12:23

Dodó Felix

Dodó Felix

Panorama Bonjardinense

  • Uma sugestão aos senhores vereadores

    Continuando a conversa com os ilustres representantes dos bonjardinenses na Câmara Municipal, gostaria de ainda oferecer uma sugestão. A exemplo do que ocorre em relação ao estado de Pernambuco e, recentemente, na cidade de Olinda, seria interessante que fosse criada na Câmara uma comenda, ou algo que se assemelhe a isso, com a denominação de PATRIOMÔNIO VIVO CULTURAL DE BOM JARDIM, tendo por finalidade homenagear pessoas ou instituições que atuem na área cultural e que, de algum modo, tenham produzido algo relevante para o nosso município. Em nível estadual, as pessoas ou instituições que são contempladas com esse título passam a receber uma remuneração enquanto vivos estiverem. Ignoramos se em Olinda o mesmo acontece. No caso de Bom Jardim, certamente faltariam as necessárias condições para qualquer paga, haja vista a não disponibilidade de recursos para tal fim. Mas nem sempre dinheiro é tudo. Muitas vezes, uma simples homenagem é mais do que suficiente para inflar o ego de um artista ou entidade. O reconhecimento, por mérito de “Patrimônio Vivo Cultural” da terra já seria uma lisonja imensurável. Em se tratando de pessoa, neste momento vejo apenas como merecedoras dessa premiação o compositor Bráulio de Castro, autor de mais de 500 músicas, sendo 51 delas em homenagem a Bom Jardim; a artista plástica e escritora, integrante da Academia Pernambucana de Letras, Marly Mota, que, em quaisquer de suas obras, seja na pintura ou na escrita, Bom Jardim se faz sempre presente. No que se refere a instituições, algumas estariam aptas a também receber esse título: o Colégio Santana, o Grêmio Lítero Musical Bonjardinense, o Grupo de Teatro do Bom Jardim – GRUTEAB, o Sarau do Mota Silveira e a rádio Cult FM. Quanto aos estabelecimentos de ensino que têm o estado como mantenedores, a exemplo do Raimundo Honório e do Mota Silveira, deixariam de figurar nessa lista. Já as escolas particulares têm a sobrevivência garantida polo pagamento das mensalidades. Caros vereadores, em nenhum momento passou pela cabeça deste escrevinhador qualquer dúvida em relação à competência e boa vontade de todos vocês. A sugestão é decorrente da maior experiência dos anos vividos, sobretudo na área cultural. Fica aí a ideia para a apreciação dos nobres vereadores.

  • Morre o Dr. Afrânio Magalhães

    O falecimento do médico e ex-prefeito de Bom Jardim, Dr. Afrânio Jorge Costa Magalhães, de 52 anos, ocorrido nas primeiras horas da manhã do dia 17 de janeiro passado, pegou muita gente de surpresa. Sabia-se que ele estava internado no Hospital Português de Recife, mas não era esperado semelhante desfecho. O óbito de Dr. Afrânio foi ocasionada por falência múltipla de órgãos. Sua morte consternou Bom Jardim e toda a região, pois tratava-se de um médico muito querido em todos os municípios onde praticou a sua medicina, especialmente pela generosidade e competência com que exercia a profissão. Não foi à toa que, após um período à frente da Secretaria de Saúde da municipalidade bonjardinense, elegeu-se prefeito deste município. Seus restos mortais foram velados no Colombo Sport Club, na cidade de Limoeiro, terra de seu nascimento. Além de familiares, o comparecimento de colegas da área médica e gente do povo procedente de várias cidades do entorno de Limoeiro onde ele prestou serviços, sobretudo Bom Jardim, uma multidão impressionante superlotou as dependências do Colombo e acompanhou o cortejo fúnebre até a última morada. Para toda essa gente, a passagem do saudoso médico foi realmente uma grande perda. No decorrer de sua curta existência, sempre atencioso com aqueles que dele necessitavam, jamais deixou de atender a quem quer que fosse, mesmo durante as refeições na mesa de algum restaurante. Além de titular da Secretaria de Saúde e prefeito de Bom Jardim, foi diretor do Hospital de Orobó. O extinto deixou um casal de filhos, que também são médicos. O infausto acontecimento, isto é, a morte do ex-prefeito Dr. Afrânio Magalhães, levou o Chefe do Executivo Bonjardinense, João Lira, a decretar Luto Oficial no município pelo período de três dias.

  • Sessão Solene

    Na sexta-feira, 26 de janeiro, às 16 horas, no edifício do Centro Cultural Professora Marineide Braz, sob a presidência da vereadora Valéria Lira, a Câmara Municipal de Bom Jardim realizou Sessão Solene para entrega de Títulos de Cidadania e Medalhas do Mérito Pau-d’Arco a 70 personalidades. Dentre os laureados, achava-se este colunista, o que o leva desde já a agradecer, sensibilizado, a comenda recebida a todos os vereadores que foram unânimes na concessão da outorga, com especial reverência à vereadora Ana Nery de Lima Cavalcanti, autora da proposição. Valendo-se desta página, mais uma vez o colunista reitera a sua eterna gratidão a todos. Não obstante, sem pretender ser chato ou inoportuno, mas por também já ter exercido a vereança na Casa Desembargador Dirceu Borges e, ainda, levando em conta os 75 anos que o bom Deus lhe permitiu viver, gostaria de aproveitar o ensejo para fazer algumas observações. 1– Que, em futuras concessões de outorgas de títulos de qualquer natureza, seja menor o número de homenageados a fim de evitar que se torne cansativa a solenidade. 2 – Que fosse melhor avaliado o critério da escolha daqueles que vão ser homenageados, com vistas a melhor valorização da meritocracia. O fato de ser parente, ou amigo, ou vizinho do edil, a nosso ver, não basta para o recebimento de quaisquer títulos. Parente é parente, amigo é amigo, vizinho é vizinho, a eles já deferimos todos os nossos encômios; todas as nossas atenções, demonstração de afeto, de consideração, não precisa ser feita em público. Os títulos e as homenagens devem ser dados a quem contribuiu de alguma forma para o engrandecimento do município, seja nas artes, na economia ou em qualquer outro setor da atividade humana. Tomadas essas precauções, os títulos concedidos serão muito mais valorizados. Outra observação: os senhores vereadores já têm a tribuna da Câmara para discursar quando desejarem e pelo tempo que quiserem. Assim, podem ceder seu tempo para que os convidados de honra e os homenageados possam fazer seus agradecimentos pelos títulos recebidos. Certamente, não todos, mas alguns gostariam de manifestar-se. Porém, o que se viu foram alguns edis falando entusiasmados, como se estivessem num comício, ou a elogiar parentes em suas alocuções, cansando a plateia, que logo começou a esvaziar o recinto, antes mesmo do término da solenidade. O que aqui está sendo dito tem simplesmente o objetivo de contribuir com os senhores. Gostaria ainda de registrar duas lacunas entre os que receberam o título de cidadania. Pelos serviços prestados à terra bonjardinense, dois jovens artistas são, indiscutivelmente, merecedores de também serem homenageados. Sua contribuição a esta terra é mais do que louvável. Um deles é o maestro Juliano de Melo Barbosa, filho de dois ilustres bonjardinenses: Airton Lima Barbosa e Valdinha de Melo Barbosa. O jovem músico a que nos referimos já integrou a Orquestra Sinfônica do Rio de Janeiro, com apresentações em diversos países, e há pelos menos 15 anos está radicado em Bom Jardim onde tem realizado um trabalho de aprimoramento musical junto aos nossos músicos, assim como lutado com denodo pela sobrevivência e soerguimento do Grêmio Lítero Musical Bonjardinense, que há pouco completou 85 anos de gloriosa existência, o que não é pouca coisa. Já abordamos esse assunto em outras oportunidades. Lamentavelmente, até agora nada se fez pelo reconhecimento de tão importante trabalho realizado em prol da nossa música por intermédio do maestro Juliano. A nossa Câmara Municipal há muito está em débito com este grande músico. Outro artista que aportou por essas bandas no ano de 1990 e aqui constituiu família é o artista plástico e também músico, Sandro Roberto Leite Abreu, mais conhecido por Sando Rock, cujo trabalho na divulgação da paisagem bonjardinense em suas telas, com várias exposições, não recebeu ainda o devido reconhecimento, ou seja, o título de cidadania de que é merecedor. Perdoem-me os nobres vereadores a ousadia dessas observações. Fiquem certos de que elas são as mais sinceras e que todos os treze membros com assento na Câmara Municipal de Bom Jardim são deveras merecedores do meu respeito e da minha admiração. O meu único propósito é, com o apoio de vocês, contribuir para o desenvolvimento da nossa cultura e o engrandecimento do município em que vivemos, seja como filhos nascidos neste chão, seja como filhos adotivos. Independente desse detalhe, a realidade é que somos todos bonjardinenses.

  • Título de cidadania

    Mais um Título de Cidadania acaba de ser concedido pela Câmara Municipal de Bom Jardim. Desta feita, o homenageado é Luís Corrêa de Souza, radialista, jornalista e blogueiro. A Outorga foi aprovada por unanimidade na sessão de 21 de novembro passado, conforme Projeto de Resolução nº 72/2017, de autoria do vereador Agenildo Marcos de Oliveira, conhecido por “Ninha de Tuquinha”. A cerimônia de entrega da honraria está prevista para 2 de fevereiro de 2018, em local a ser designado. O autor da proposta justificou a concessão do Título nos seguintes termos: “(…) o jornalista é um cidadão honroso e comprometido com o crescimento e bem-estar de Bom Jardim. Por este e por outros motivos tive o desejo e privilégio de honrá-lo com o título de cidadão bonjardinense”. Luís Corrêa é natural de Limoeiro e há anos atua em emissoras de rádio AM e FM desta região. É graduado em jornalismo pela Universidade Joaquim Nabuco (UNIBUCO), e responsável pelo blog “O Repórter que chega Primeiro”. Parabéns ao amigo pelo reconhecimento a que em boa hora faz jus.

  • XX Sarau do Mota

    Realizou-se na sexta-feira, 1º de dezembro, o XX Sarau da EREM Dr. Mota Silveira de Bom Jardim. O evento, que já faz parte do calendário cultural da cidade, sempre é aguardado com grande expectativa. E este ano não fugiu à regra. Com o tema – Brasil: um pavilhão de alegria coberto por lonas de esperança, o espetáculo traçou um perfil sarcástico da atualidade brasileira. Composto de diversos quadros brilhantemente interpretados pelos alunos, sob a batuta de dois palhaços: Motinha e Silveirinha, fez-se uma sátira endereçada aos políticos e outros personagens que só denigrem a imagem desse nosso Brasil cada vez mais capenga. O cenário foi representado pelo “Grande Circo Místico” em que hoje está transformado o país. A organização do vigésimo Sarau esteve a cargo das equipes gestora, pedagógica e administrativa, bem como de todo o corpo docente e discente do educandário. Atuaram como narradores os alunos Maria Luany e Renê Neto. As apresentações se desenvolveram em 6 atos, nos quais foram exibidos vários quadros temáticos, retratando a vida brasileira desde o descobrimento. A quadra da escola tornou-se pequena para o grande número de público que compareceu superlotando suas dependências. A parte musical esteve a cargo do conjunto Pão com Ovo, formado pelos próprios alunos. Foi responsável pela coreografia o multicultural José Éverton, coadjuvado por Jeovane Cândido. O roteiro musical, assim como os números dançantes foram todos compatíveis com o tema do Sarau. Marcaram presença, além do prefeito João Lira, vereadores e representantes de outros estabelecimentos de ensino locais. Foi bastante comentada a performance dos alunos-intérpretes e, na avaliação geral, talvez o melhor espetáculo de todos quantos já foram apresentados pela escola.

  • Os 260 anos da paróquia

    A Paróquia de Sant’Ana comemorou, no período de 26 a 29 de dezembro, o 260º aniversário de sua criação. Das celebrações constantes do Programa fizeram parte apresentação dos Marcos Comemorativos: Brasão e Bandeira da Paróquia, expostos no Centro de Pastoral Cônego Antônio Gonçalves, localizado na Praça Barão de Lucena. Além dessa exposição contou com Alvorada Festiva, Repique de Sinos, Noiteiros, Natal Solidário, adoração ao Santíssimo Sacramento e Celebrações Eucarísticas em Ação de Graças pelos 260 anos de existência da Paróquia. A Licença para implantação da Paróquia data de 1757 e foi concedida pelo Regente Eclesiástico de Olinda, Dom Frei Luiz de Santa Tereza por Ato da Mesa da Consciência e Ordens. Teve como primeiro Vigário o padre José Inácio Teixeira, logo designado para assumir a função, sendo para cá enviado aos 24 de novembro do mesmo ano, com dois objetivos: prestar assistência religiosa aos fiéis e, tendo em vista o clima saudável que por aqui se respirava, curar-se de uma tuberculose cujos sinais começara a manifestar-se em seu organismo.

  • Formatura no Mota Silveira

    Os formandos de Estudos Gerais 2017, da EREM Dr. Mota Silveira, festejaram, em 16 de dezembro, a conclusão do curso. A solenidade de colação de grau aconteceu no Varonil Sport Club, em Bom Jardim. Representaram as turmas, como orador, o aluno do 3º “B”, Renê Cabral Henriques Neto, enquanto que a Mensagem de Despedida foi proferida pela aluna Analice de Lima Oliveira, também do 3º ano “B”. Na oportunidade, o prefeito do município, Sr. João Francisco de Lira, fez uso da palavra, dirigindo-se aos formandos e demais pessoas presentes em oportuna alocução. Ao término de suas palavras historiou fato ocorrido há cerca de dez anos, durante colação de grau nessa mesma escola, quando foi instado pelo ilustre bonjardinense Manuel Pessoa Mendes com o pedido de que proporcionasse uma colocação a um formando de então, a fim de que ele pudesse continuar os estudos. O pedido foi atendido e aquele jovem aluno, que soubera aproveitar a oportunidade que se lhe oferecia, é hoje conceituado engenheiro civil, atualmente desenvolvendo suas funções na Prefeitura do Limoeiro. Após a exposição desse fato, externou a intenção de oferecer duas vagas de trabalho na municipalidade bonjardinense para dois formandos, a serem indicados pela direção do estabelecimento, sugerindo como critério de a escolha, que fossem considerados, além das boas notas obtidas durante o curso, também o comportamento e espírito cooperativo daqueles que viessem a ser escolhidos, independente de vinculação política, seja do aluno indicado, seja de quaisquer de seus familiares. Usaram ainda palavra a gestora da GRE – Vale do Capibaribe, professora Edjane Ribeiro da Silva e a gestora da EREM Dr. Mota Silveira, Jany Cabral Félix, que elogiou e agradeceu ao prefeito pela oportunidade da oferta que acabara de fazer. Encerrada a parte oficial, foi oferecido um coquetel às pessoas presentes, encerrando com um baile animado pelo DJ Paulo Felipe.