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Domingo, 23 de Setembro de 2018 09:19

Polícia dá detalhes sobre ações contra tráfico na região de Surubim

05/09/2018

Os delegados Rivelino Moraes (esq.) e Paulo Gondim (dir.) apresentaram os resultados das operações Foto: Divulgação / PCPE

Do JC Online

A Polícia Civil divulgou os balanços das operações Nativa e Gold Village, que desarticularam quadrilhas responsáveis pelo tráfico de drogas e homicídios nos municípios de Surubim, Casinhas e cidades circunvizinhas, no Agreste, Mata Norte de Pernambuco, com ramificações que chegavam até o Recife e Região Metropolitana. Os dados foram apresentados em coletiva na manhã desta quarta-feira (5) pelos delegados Rivelino Moraes, diretor da Divisão do Interior, e Paulo Gondim, da Delegacia de Limoeiro, que esteve à frente das investigações.

Nativa

Na operação Nativa, foram presas 22 pessoas, sendo sete no transcurso das investigações. A quadrilha desarticulada comandava o tráfico de drogas na cidade de Surubim. Era liderada por Ernildo da Silva Barbosa, o Pipi, que é detento no presídio de Limoeiro e líder da organização criminosa PCC1533 no município; e Maria Ferreira da Silva, a Lia do Pó, mãe de Ernildo e braço direito dele fora da instituição prisional.

A quadrilha dividia o comércio de drogas em três regiões, comandadas por Fabiano Souza Gomes, conhecido como Bim; Anderson Luiz Mendes da Silva, o Panda; e Maria das Dores Silva de Lima, a Lilia. Eles recebiam as drogas de Lia do Pó e vendiam no varejo.

Foram apreendidas 14 munições calibre 38, uma foice, correntes de metal e um punhal; 32 bolsas contendo 60 pedras de crack, mais outras 77 pedras de crack; seis tabletes de maconha, totalizando 10 Kg do entorpecente, 99 “big bigs” da mesma droga e 82 pinos de cocaína. Materiais usados no comércio e administração das substâncias ilícitas também estavam em poder da quadrilha.

Com os acusados, a polícia encontrou uma balança de precisão; material para embalagem dos entorpecentes; ácido bórico e bicarbonato de sódio. Também foram apreendidos um notebook, 14 celulares, três chips de celular, um cartão de memória, um tablet e um pendrive.Uma quantia de R$ 687 em espécie também foi apreendida com os presos.

A polícia divulgou um vídeo com o momento em que um cão policial encontra uma quantidade de drogas nesta investigação.

Gold Village

As atividades de Maria das Dores, a Lilia, acabaram por deixar pistas de outra organização criminosa para as investigações. A partir dessas informações, a polícia deu início ao trabalho que culminou na operação Gold Village, também desencadeada na terça-feira (5). Foram presas 10 pessoas, sendo três delas no transcurso das investigações.

A quadrilha investigada também atuava nas cidades de Limoeiro, Carpina, Surubim e outras nas proximidades. Era liderada por Wanderley Rodrigues da Silva, conhecido como Gato, também de dentro do presídio de Limoeiro; e Jéssica de Kássia Ferreira da Silva, esposa de Gato e braço direito dele. Gato também fornecia entorpecentes para Lilia, que fazia parte da gangue desarticulada na operação Nativa.

Nessa operação, a polícia apreendeu um revólver calibre 38, com 11 munições; 225 gramas de crack; 2,6 Kg de maconha e material para a comercialização de drogas, como três balanças de precisão, uma tesoura e dois rolos de papel alumínio. Também foram apreendidos 11 celulares, cinco chips de celular, sete pendrives, dois notebooks e um cartão de memória. Com os presos, estava a quantia de R$ 771 em dinheiro.

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